Familiares e amigos dão último adeus a José Souza

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Velório acontece na Colina da Saudade (Fotos: Portal Infonet)

Familiares e amigos reuniram-se na manhã desta quinta-feira, 23, para se despedir e prestar as últimas homenagens a José Souza. O corpo do sindicalista está sendo velado no cemitério Colina da Saudade e vai ser sepultado às 16h. Diversas pessoas e organizações sindicais manifestaram solidariedade e enviaram várias coroas de flores, que preenchem o chão do velatório.

A viúva Niura Belfort destacou a dedicação e o esforço de Souza, e que ele foi incansável na luta pelos trabalhadores e pela classe dos bancários. “Souza passou a vida inteira defendendo uma sociedade mais justa, pedindo respeito aos trabalhadores e dizendo não ao assédio. Essa foi a vida dele e isso nos orgulha”, conta.

Niura destacou que a importância do trabalho do sindicalista está se refletindo muito neste momento, com a manifestação de respeito e carinho de todos. “Ele deixou uma marca. As pessoas têm sido amigas e solidárias, e é algo que me surpreende, ao mesmo tempo que percebo a força do trabalho dele”, comenta a viúva, que conviveu 26 anos com Souza.

Niura recebe apoio de amigos e familiares

Governador esteve presente em velório

Joel fala sobre exemplo de luta que Souza foi

O governador Jackson Barreto esteve presente no velório e falou sobre a atuação de José Souza. Para o governante, o sindicalista se tornou um símbolo de luta. “Disse hoje que se você quiser um modelo de líder sindical, você pode ter Souza. Ele era coerente, objetivo e nunca levou a luta para o campo pessoal. Souza tirava lições de luta e ainda conquistas para a categoria. Nós guardamos grandes lembranças dele”, finaliza.

A história de luta de José Souza foi destacada também pelo diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), Joel Almeida. Para ele, o ex-presidente do sindicato dos bancários era uma pessoa incansável. “Ele respirava movimento sindical 24 horas e estava não apenas nas reivindicações, como também nos atos e passeatas. O movimento sindical tem uma perda muito significativa”, diz.

Já o conselheiro fiscal do Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-SE), relembrou os últimos momentos que teve ao lado de Souza, há cerca de oito dias. Ele conta que foi com clima de alto-astral que encontrou o colega pela última vez. “Tem 15 anos que conheço José. Vou guardar a lembrança de um cara bem com a vida e que considerava os amigos. Era muito bom estar com ele”, revela.

Por Monique Garcez

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