Famílias desabrigadas podem ir para galpão no bairro Santa Maria

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A maioria das famílias não quer ir para o galpão (fotos: Potal Infonet)

Há 10 dias fora de suas casas centenas de famílias desabrigadas por conta das chuvas aguardam alguma atitude do poder público para retornar a seus lares. No bairro Santa Maria em Aracaju elas estão abrigadas nas escolas Laonte Gama e Vitória de Santa Maria. Essas pessoas foram informadas que irão para um galpão localizado no próprio bairro.

A Coordenadora da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semasc), Renata Fagundes, disse que a Defesa Civil Municipal está realizando o trabalho de inspeção nos barracos afetados pelas chuvas. “Os barracos que apresentarem condições, nós iremos pedir às famílias que retornem, pois no galpão que estamos disponibilizando não tem capacidade para abrigar a todos”, disse.

Galpão para onde os desabrigados seriam transferidos não apresenta condições
De acordo com Renata, no abrigo, a Prefeitura de Aracaju e a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social fornecem todas as condições para que as famílias tenham um tratamento digno. “Aqui nós mantemos uma equipe com Assistente Social, Psicólogo e Educadores, além disso, o poder público está fornecendo normalmente as refeições e material para o pessoal dormir, mas também contamos com doações de terceiros”, falou.

Para a desempregada Núzia Barbosa de Jesus, que tem três filhos pequenos, a transferência para o galpão é uma solução inevitável. “Se me colocarem lá eu vou né, não tenho para onde ir, então o jeito é ir para o galpão, pois não tenho dinheiro e meus filhos precisam comer”, salientou.

Renata Fagundes
Opinião contrária tem o desempregado José Nílson Batista dos Santos que está abrigado com a esposa e três filhos. “Para o galpão eu não quero ir, pois lá é sujo e pequeno, não comporta essas pessoas. Fora isso, o galpão fica perto do ‘Suvaco do Gato’ que é um lugar que o pessoal de lá tem rixa com alguns de nós”, apontou.

Segundo Jackson Miler Batista dos Santos, no abrigo não falta nada, mesmo assim ele quer ter a situação resolvida. “Aqui não está faltando comida, mas nós queremos casa, minha família não queria que eu ficasse na casa deles. Meu barraco está destruído, eu sou cadastrado para ganhar uma das casas do PAC, mas até agora não fui sorteado. Não quero ir para o galpão”, contou.

Ademoura de Jesus diz que desabrigados fizeram abaixo assinado.
A desabrigada Ademoura Bastos de Jesus, contou que foi realizado um abaixo assinado pedindo ao Ministério Público que intervenha na situação. “Nós fizemos um abaixo assinado ontem para ir para alguma casa, espero que a Prefeitura alugue um lugar como fez com outras pessoas de outros bairros, não queremos ir para o galpão”, comentou.

Por Bruno Antunes

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