Fechamento do comércio: sindicatos ainda divergem

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Em mais uma batalha entre patrões e empregados de Sergipe sobre o fechamento do comércio nos feriados, a Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe (FECOMSE) desmente a versão do Sindicato do Comércio Varejista do Estado de Sergipe (Sincovese) de que a categoria não quer negociar.

Em nota oficial, o presidente deste último sindicato, Romildo Almeida, explica que os funcionários aceitaram trabalhar alguns feriados enquanto a categoria patronal parte para a imposição. “Eles querem todos os feriados”, relata a nota, que também relembra negociação da Convenção Coletiva de Trabalho 2008/2009, na qual os trabalhadores comprometeram-se a trabalhar em quatro feriados.

Mas o representante dos empresários, Abel Moura, presidente do Sincovese, salienta que não há imposição, mas uma proposta para que exista um rodízio de funcionários que seriam bem gratificados pelo trabalho nestes dias de folga. “Os trabalhadores não vão para as lojas todos os feriados, haverá uma escala. O comerciário receberia R$ 20 por feriado trabalhado mais tíquete e 100% de hora extra”, explica.

Moura comenta que seria um absurdo Aracaju ser a única capital do Brasil em que o comércio não funciona nos feriados, citando o caso do dia de Corpus Christi, véspera de dia dos namorados, no qual as lojas perderam muitas vendas por estarem com as portas fechadas. “Lojas de grande porte funcionaram em todo o país, menos em Aracaju”, lamenta Abel.

Romildo rebate a afirmação citando Fortaleza (CE) e Vitória (ES), onde empregados do terceiro setor não trabalham aos domingos. Na noite desta quarta-feira, 1º, os comerciários realizam assembléia para decidir qual posição vão adotar diante da problemática que já se arrasta há um bom tempo em Aracaju.

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