Homem encontrado morto e sem olhos era condenado por tráfico

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Crime está sendo investigados pelo DHPP (Foto: Agência Sergipe de Notícias/Arquivo)

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) identificou o homem encontrado morto, sem olhos, com mãos e pés amarrados e com marcas de disparos de arma no corpo. Trata-se de Ednilton de Souza Vitório, um ex-presidiário condenado à prisão por tráfico de drogas, sentença aplicada pelo juiz Antonio Henrique de Almeida Santos, da Vara Criminal da Comarca de Estância. O corpo de Ednilton foi encontrado na madrugada da segunda-feira, 13, em ferro velho, localizado no bairro Lamarão, Zona Norte de Aracaju.

A Polícia Civil já começou a investigar a morte de Ednilton Vitório. O inquérito para investigar o caso foi instaurado pela SSP e está em tramitação no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), conduzido pelo delegado Marcelo Cardoso. Conforme a assessoria de imprensa, o DHPP mantém os detalhes em sigilo para não atrapalhar o curso da investigação, mas o procedimento já está bem adiantado.

Pena por tráfico

Ednilton Vitório foi preso no dia 24 de agosto de 2018 em Estância, acusado por tráfico de drogas. Na época, os policiais que realizaram a prisão encontraram 28 pedras de crack e uma certa quantidade de maconha, que seriam destinados para comercialização. Além da droga, os policiais também encontraram um estojo com munições para arma de calibre 32.

Ao prestar depoimento em juízo, o acusado negou o envolvimento com o tráfico, disse que a maconha era para consumo próprio, que não tinha conhecimento sobre a propriedade das pedras de crack, que estavam em cima do muro da casa dele, e que teria encontrado na rua na cidade de São Paulo aquelas munições, que estavam dentro do imóvel onde residia na cidade de Estância.

Ednilton Vitório foi condenado a mais de cinco anos de prisão, mas foi contemplado com uma pena menor por ter sido classificado como réu primário. Ele estava cumprindo o restante da pena em liberdade, cujo prazo se encerraria ainda neste ano de 2020. Quando foi decretada a sentença, em abril do ano passado, faltava pouco mais de um ano para o cumprimento total da pena de prisão.

por Cassia Santana

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