I Movimento das Mulheres Cegas de Sergipe

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Palestras, música e até um desfile com modelos cegas e de baixa visão em trajes de banho, esporte, noiva e social. É dessa forma que a Associação dos Deficientes Visuais de Sergipe (ADEVISE) e da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) realizam nessa sexta-feira, 26, o I Movimento das Mulheres Cegas e de Baixa Visão de Sergipe – na Sociedade Semear, na rua Vila Cristina, 148, em Aracaju.

Cada estado vem realizando eventos semelhantes e aqui em Sergipe a idéia é falar sobre direitos, saúde, beleza das mulheres cegas, mostrando para a sociedade que todos são iguais e que necessitam ser incluídas. “O que existe entre nós não é uma doença apenas uma dificuldade que poderá ser vencida através da aceitação de todos.e o nosso esforço. Por isso vou encerrar o evento com um desfile de moda com as mulheres cegas e baixa visão desfilando. O evento começa às 8 horas e vai até as 11h30 com as palestras. Depois do almoço iniciamos com as oficinas para embelezar as mulheres que vão desfilar e às 15h 30 começa o desfile. Haverá também uma valsa com os rapazes do Corpo do Bombeiro com farda de gala”, contou a presidente da Adevise, Maria Ubiraci Mendonça da Silva.

Na programação palestras sobre “A luta da mulher com deficiência visual no Brasil (Telma Nantes de Matos – 2ª Vice- presidente da ONCB – Rio Grande do Sul); “ Reabilitação e capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho com deficiência visual” ( Márcia Benevides do Instituto Brasileiro de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Rio de Janeiro); “Os Direitos das mulheres com deficiência visual, segundo a convenção da ONU” ( Drª Helenita Maria Lima); e “Saúde, prevenção e sexualidade das mulheres com deficiência visual” (Drª . Joélia Santos Silva, do Ministério da Saúde).

De acordo com Ubiraci, o preconceito com as mulheres cegas e de baixa visão ainda e grande. Nos atendimentos médicos e outros setores da sociedade, por exemplo, muita gente chega a fingir aceitar as pessoas com alguma deficiência, mas na dia-a-dia ela verifica que é bem diferente. “Ainda existe gente que quando o deficiente se aproxima ela se afasta como se fosse uma doença contagiosa o que não é nem doença. mas deixa o deficiente muito constrangido”, lamentou.

Fonte: Inclusão Sergipe

 

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