Inquérito de queda da caixa d’água indicia três por homicídio culposo

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Estrutura desabou em novembro do ano passado (Foto: PM)

O inquérito policial sobre a queda de uma caixa d’água sobre o teto de uma escola em Nossa Senhora das Dores, finalizado na semana passada, pede o indiciamento de três membros da direção da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso): Carlos Fernandes de Melo Neto, ex-presidente; Juarez Carvalho Filho, ex-diretor de operações; e José Edson Leite Barreto, atualmente diretor de engenharia. Os três são acusados de homicídio culposo e lesão corporal culposa.

O documento foi finalizado na última sexta-feira, 23. A polícia concluiu que a estrutura metálica da caixa d’água sofreu corrosão e apresentou falta de manutenção preventiva, inspeção e desconformidade com as normas da ABNT. “Houve uma degradação acelerada das condições físicas, favorecendo o aparecimento de manifestações patológicas que comprometeram a segurança do reservatório”, explicou o delegado Marcos Garcia, encarregado das investigações.

Ele revelou que a comunidade já tinha receio da proximidade da caixa d’água em relação à escola desde a sua construção, ano de 2004, e que houve um período em que os alunos deixaram de frequentar a instituição por perceberem desgastes na estrutura da caixa. “Por conta disso, desde 2008, há pedidos formais de representantes da comunidade para que ela fosse retirada do local. Em 2009, houve um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público para que o reservatório fosse tirado do local e levado para outro, mas o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) não foi cumprido”.

Deso

O assessor de Imprensa da Deso, Flávio Vieira, informou que a Companhia só se manifestará após notificação oficial da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Relembre

Em 6 de novembro do ano passado, a caixa d’água caiu sobre o teto da Escola Professor Osman dos Santos Oliveira, que fica no povoado Campo Grande, em Nossa Senhora das Dores. Duas crianças morreram e 20 pessoas ficaram feridas. Entre vítimas, testemunhas, mães de alunos falecidos, ex e atuais secretários municipais, dirigentes da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), lideranças comunitárias e funcionários da escola, foram ouvidas 61 pessoas.

Com informações da SSP

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