Moradores da Zona de Expansão temem chegada do período de chuvas

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Rua do Costa do Sol já deu sinais de que pode alagar novamente

O período de chuvas prestes a iniciar já preocupa moradores da Zona de Expansão da capital. O medo é que haja uma repetição do ano passado, quando a água deixou a população de algumas ruas praticamente ilhada nos conjuntos Brisa Mar, Costa do Sol, Beira Mar, Atalaia Sul e parte da avenida Melício Machado.

Na época, a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) realizou tarefas emergenciais no sentido de amenizar a situação, mas uma solução ainda está sem data para chegar.

A pedagoga Rosaura Monteiro Rocha mora no residencial Costa do Sol há 27 anos. Ela diz que o único serviço feito pela Emurb no local foi a limpeza dos canais e que para este ano espera pelo pior.

Em 2009 moradores do residencial enfrentaram transtornos com água
“Ontem mesmo já encheu, mas logo a água escoou. Pelo que aconteceu na última temporada, a gente só espera que aconteça de novo”, reclama. Rosaura lembra que os alagamentos são realidade há alguns anos. “Antes enchia só o início da rua, mas com a construção de novos condomínios sem sistema de drenagem a situação foi agravada”, disse.

Ela se mostra cética quanto a alguma mudança ainda este ano e conta que vários foram os protestos e audiências para chegar a uma solução. “Da Prefeitura, até agora, só veio promessa. Não vão fazer nada, nem mesmo por estarmos em ano eleitoral por que aqui o número de votos é pequeno”, afirma.

No residencial Beira Mar, a reclamação é a mesma e até quem mora afastado das áreas em que a água toma conta, se sente prejudicado. “Atrapalha pra tudo. Não dá para a gente se locomover e realizar as tarefas cotidianas, tem que andar pela água”, reclama a aposentada Maria do Carmo, que reside no local há oito anos.

Rosaura diz que Prefeitura ficou apenas nas promessas
Mesmo com protestos depois do que aconteceu em 2009, que ela diz ter sido “o pior ano de enchentes”, até agora nada foi resolvido. “Até agora não vi nenhum trabalho que visasse melhorar”, informa.

Afirmação endossada pela operadora de telemarketing Olívia Menezes. “Sempre foi assim. O tempo vai passando e a situação só piora. Sem falar nos mosquitos, que aparecem em maior quantidade com as chuvas”, diz. Olívia também não acredita que a situação seja resolvida logo. “Do ano passado pra cá não fizeram nada. Quando chove, a água invade mesmo as residências”, lembra.

Recursos aguardam liberação

Olívia diz que água, no conj. Beira Mar, chega a invadir as residências
A assessoria de comunicação da Emurb informou que as negociações para liberação dos recursos estão em fase final, mas não há previsão de quando eles cheguem. Serão investidos R$ 18 milhões – 50% do montante vem do Governo Federal e 50% da Prefeitura – no projeto de macrodrenagem dos residenciais Costa do Sol e Beira Mar.

Segundo o assessor Ademar Queiroz algumas ações paliativas foram executadas. Nos meses de outubro a dezembro foi feita a limpeza da rede de drenagem daqueles dois conjuntos. “Na avenida Melício Machado foram feitas novas drenagens, interligando-as ao canal da avenida Heráclito Rollemberg”, explica.

Ele afirmou, ainda, que o acúmulo de água da chuva naquela região se dá por que as casas foram construídas a 1,5 m abaixo da pista. A Prefeitura também instalou bombas de sucção para drenagem de água no Conjunto Atalaia Sul. “O prefeito garante que fará essa obra ainda este ano”, avisa Queiroz.

Por Diógenes de Souza e Raquel Almeida

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