SSP diz que morte de taxista foi planejada e motivada por vingança

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Taxista morre no local do crime e criança é atingida (Foto: Divulgação Subtenente Silveira/ 2ª CIPM)

A morte do taxista Carlos Alberto Santos Júnior, assassinado no último dia 19 deste mês, foi planejada e motivada por uma suposta vingança. Segundo informações do Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), os irmãos  Alan Bispo dos Santos e Aldair Bispo dos Santos, presos no último domingo, 24, no município de Estância, planejaram o crime por acreditar que o taxista esteve envolvido na morte do irmão deles em agosto do ano passado.

Delegada detalha as informações da investigação (Foto: Portal Infonet)

Ainda de acordo com a delegada Juliana Alcoforado, do Depatri, os dois irmãos pegaram o táxi e no meio da corrida anunciaram o assalto assim que chegaram ao povoado  Olhos D´ Água, na Barra dos Coqueiros. O motorista foi almejado com um tiro de arma de fogo na cabeça e filho do taxista, uma criança de 12 anos, foi atingida por um tiro de raspão no maxilar. “Eles programaram e executaram esse crime no dia 19”, destaca Juliana.

A delega explica que o Depatri chegou aos suspeitos a partir do auxílio da Dipol, o setor de inteligência da Polícia Civil. “A partir do auxílio da Dipol, nós chegamos ao Alan Bispo dos Santos e Aldair Bispo dos Santos. Os dois irmãos são da Barra dos Coqueiros”, informa. Após a prisão, a delegada diz que eles confessaram o crime. “Segundo os dois irmãos nos informaram, eles executaram o crime premeditadamente porque o taxista teria participado de uma ação que culminou com a morte do irmão de ambos. O Carlos Júnior teria sido o motorista do veículo utilizado por alguns criminosos durante o homicídio do irmão deles”, detalha.

Segundo a polícia, eles confessaram a prática do crime (Foto: SSP/SE)

Durante a ação que levou a prisão dos irmãos, Juliana explica que foram encontrados um revólver calibre 38 de numeração raspada, usado no crime, uma escopeta calibre 12, expressiva quantia de maconha prensada e um pé de maconha. “Agora eles estão à disposição da justiça para que sejam julgados”, pontua.

por João Paulo Schneider e Verlane Estácio

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