Não Pago promove rolezinho e protesta contra a Copa

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Ato protesta contra gastos e prejuízos da Copa do Mundo (Fotos: Portal Infonet)

O rolezinho contra a Copa, promovido pelo Movimento Não Pago, na tarde desta sexta-feira, 9, gerou muita confusão. A mobilização em protesto ao Mundial de Futebol ocorreu em frente ao Shopping Jardins, local onde está exposta a taça da Fifa.

A confusão ocorreu após os manifestantes terem saído da concentração do ato, na praça Zilda Arns, Jardins.  Segundo a professora da rede estadual, Sharlene Prata, a polícia chegou colocando as motos por cima das pessoas. “Estávamos abrindo a passagem para uma ambulância passar quando veio um policial por trás e lançou a moto nos manifestantes. Um deles me deu uma cotovelada”, acusa. “Mas por que isto? Já que estamos exercendo nosso direito de protestar. Esta atitude da polícia fere a liberdade de expressão”, argumenta.

Para a estudante, Agatha Cristhie, a grande quantidade de policiais e guardas municipais foi colocada no intuito de intimidar os manifestantes. A atitude, na visão da estudante, é desnecessária. “Esta é uma tentativa clara de suprimir o direito de manifestação. Estão reprimindo qualquer ato que questione os gastos exorbitantes da Copa. Quem está lucrando com a Copa do Mundo? Essa repressão serve para sufocar a mobilização da sociedade”, diz.

Confusão durante o protesto

A estudante Agatha Cristhie reclama da grande quantidade de policiais

Flávio Menezes, conta que o objetivo do rolezinho é denunciar a injustiças dos gastos na Copa

Rolezinho

O integrante do Não Pago, Flávio Menezes, conta que o objetivo do rolezinho é denunciar a injustiças dos gastos e prejuízos da Copa. “O estado de Sergipe gastou R$ 15 milhões para Aracaju ser o dormitório da seleção grega, porém, não vemos estes mesmos investimentos para a saúde, educação e transporte. A proposta de fazer o rolezinho veio no sentido de abarcar os jovens e de dialogar com a população que a Copa está sendo um desastre para o povo brasileiro”, acrescenta.

Comando da PM

O comandante do policiamento da capital, Coronel Jackson Nascimento, afirmou que a polícia que estava no local para dar segurança à população e aos manifestantes. Sobre a suposta truculência da PM, o Coronel Jackson Nascimento justificou afirmando que os manifestantes impediram a ambulância de passar pela pista.

“Temos a obrigação de garantir a fluidez no trânsito, por isso, intervimos quando foi necessário. A pista é pra ser utilizada por veículos e não por pedestres. A democracia não pode ser confundida com o anarquismo. Esses manifestantes feriram o uso de ir e vir das pessoas”, finaliza.

Por Geilson Gomes e Verlane Estácio

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