Operação na Paraíba: policiais vão responder o processo em liberdade

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O Juiz da cidade de Santa Luzia negou o pedido de prisão preventiva dos policiais sergipanos (Foto: ilustração: SSP)

O delegado de polícia Osvaldo Resende Neto, e os policiais civil e militar, José Alonso de Santana e Gilvan Morais de Oliveira, denunciados pelo Ministério Público da Paraíba pela morte do empresário Geffeson de Moura Gomes, durante operação policial em março na cidade de Santa Luzia (PB), já estão em liberdade desde a última quarta-feira, 21.

Os três policiais, que agora são réus no processo, estavam presos temporariamente desde o dia 23 de março.

O Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil pediram a prisão preventiva dos policiais sergipanos, mas o juiz da Comarca de Santa Luiza, Rossini Amorim Bastos, indeferiu o pedido. O Ministério Público disse que vai recorrer da decisão.

Denúncia

De acordo com a denúncia do MPPB e da Polícia Civil, a vítima foi confundida com o alvo dos policiais e assassinada durante uma barreira policial. A abordagem foi feita com o objetivo de dar cumprimento ao mandado de prisão de um homem que tinha semelhanças físicas com o assassinado, e segundo os autos, tinha “desavenças” com um dos denunciados.

A defesa do policial civil, José Alonso Santana, contesta as informações e explica que não há nenhuma prova no processo que aponte que houve confusão por parte dos policiais.

“Não há perícia, laudo e nem testemunhas que comprove que houve confusão. Não há nada no processo que sustente essa tese. Existe uma dedução por parte da polícia da Paraíba. A mesma coisa em relação a arma de fogo que foi entregue a polícia e que pertenceu a um policial sergipano que já morreu. A filha desse policial foi ouvida e disse que a arma do pai foi vendida a outro policial que mora na divisa de Pernambuco e Paraíba”, explica Cícero Dantas, advogado de defesa.

Sobre o pedido de prisão preventiva que foi negado, o advogado entende que a decisão de mantê-los em liberdade foi acertada. “O processo vai acontecer normalmente e ele vai responder, mas, a justiça foi assertiva e entendeu que não há necessidade de os policiais ficarem presos. A prisão temporária não é antecipação de culpa, é apenas um recurso utilizado para garantir o andamento da investigação, por isso, não pedimos revogação e respeitamos a liberdade da polícia”, enfatiza Cícero Dantas, advogado de defesa.

A defesa do delegado Osvaldo Resende e do policial militar, Gilvan Morais, acredita que na denúncia acatada pela justiça há muitas presunções. ” Existem diligências, que apesar de a investigação ter sido encerrada, ainda não foram concluídas, e para ter um cenário exato isso é preciso. Há muita presunção que não correspondem a realidade. E são essas situações que vamos desconstruir durante o decorrer do processo”, explica o advogado Guilherme Maluf.

Por Karla Pinheiro

*Matéria alterada às 13h37 do dia 22/04 para inserir informações da defesa do delegado e do policial militar.
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