Operários da fábrica Confiança podem cruzar os braços

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Trabalhadores estariam passando necessidades
Os trabalhadores da Fábrica Confiança (Ribeiro Chaves), localizada no bairro Industrial, estão insatisfeitos com a falta de pagamento dos salários por parte da direção da empresa.  O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Têxtil (Sinditêxtil), Giseldo Santos já preparou documentação para fazer denúncia  junto ao Ministério do Trabalho, para que haja uma fiscalização. A categoria pode cruzar os braços nos próximos dias.

De acordo com ele, a situação está insustentável para os 410 funcionários.  Muitos deles estão desesperados com o atraso nos salários, devido às contas para pagar.  “Desde 95 que a fábrica está num processo de concordata em virtude de não conseguir pagar os credores. Todo o patrimônio da empresa está penhorado ou alienado, a exemplo do campo, prédio, maquinário, uma fazenda e um loteamento”, lamenta Giseldo.

Ele enfatizou que na última quarta-feira, 5, teve uma reunião  com a diretoria da fábrica e a informação é de que não existe previsão de pagamento dos salários.  “Eles não tem sequer o que vender para pagar os trabalhadores. Estão vendendo o café para pagar o almoço. A folha de pagamento gira em torno de R$ 250 mil reais, sendo que os valores atrasos são de R$ 110 mil, sem contar com os encargos”, esclarece, acrescentando que a situação se complica, pois além do atraso de outubro, ainda tem o pagamento de novembro mais o décimo terceiro salário.

Paralisação

Um grupo de operários manteve-se por quase toda a tarde na porta da empresa, mas não conseguiu uma resposta concreta de quando a situação será solucionada. O ajudante de contra-mestre, Jair Canário afirmou já não saber como fazer para pagar as faturas dos cartões de crédito.  “Nós estamos aqui querendo uma posição da empresa quanto aos nossos salários. Eu estou agoniado para pagar os cartões e até agora ninguém deu uma previsão”, lamenta o trabalhador.

Ribeiro Chaves

Na empresa Ribeiro Chaves, a informação passada ao Portal Infonet foi de que a diretoria prefere não se pronunciar sobre o assunto.

Por Aldaci de Souza

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