Pnad 2006 revela inversão da migração no Brasil

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O mais recente estudo do Ipea, analisando dados da Pnad 2006, mostra que Estados que já foram pólos de atração começam a perder moradores para regiões focos de êxodo no passado. Sergipe é um dos Estados que sofre com a migração de seus moradores.

Segundo o Ipea, esta é uma análise preliminar e que os pesquisadores do instituto farão estudos mais aprofundados sobre os dados da Pnad com o objetivo de entender melhor o movimento da inclusão social.

Dentre as novidades reveladas pela Pnad, destaca-se a transição demográfica pela qual passa o país (aumento do envelhecimento e queda da fecundidade); a maior homogeneidade do padrão familiar (famílias menores); o crescimento do número de domicílios unipessoais; o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho; a mudança no padrão migratório (os que migram tem maior escolaridade e se mudam de área urbana para área urbana); a queda da taxa de desemprego (o mais baixo patamar desde 2001) e o aumento do emprego com carteira assinada.

O fluxo populacional consolida uma tendência importante: a reversão do movimento migratório tradicional. São Paulo, tido como atrator líquido de pessoas, viu a entrada líquida de novos moradores cair de um superávit de 400 mil habitantes, durante a década de 1990,

para uma saída líquida igual a 207 mil só em 2006. Brasília, na década de 1990, mantinha um saldo de 63 mil novos habitantes por ano. Em 2006, observou uma saída líquida de 13 mil. Bahia, que perdia uma população igual a 221 mil habitantes na década 1990, teve uma entrada líquida de 33 mil, em 2006.

Sergipe

De acordo com os dados do Ipea, na década de 1990, Sergipe tinha uma entrada liquida de 3.276 novos moradores. De 2001 a 2005, ocorreu uma inversão, ou seja, houve uma saída de 3.291 moradores. Já em 2006, o número de pessoas que deixaram o Estado quase que dobrou. Foram embora de Sergipe, 6.303 pessoas.

 

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