Projeto Azahar recupera 12 hectares de Mata Atlântica em Laranjeiras

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Projeto plantou mais de 10 mil mudas de 26 espécies florestais nativas em área de preservação permanente às margens do rio Cotinguiba. (Foto: Ascom/Projeto Azahar)

O Dia Nacional de Proteção à Floresta é comemorado em 17 de julho. A data é também um alerta contra o grave desmatamento dos recursos florestais dos biomas brasileiros a exemplo da Mata Atlântica. Segundo Relatório Anual do Desmatamento no Brasil 2020, do Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas), a Mata Atlântica atingiu o índice histórico de desmatamento de 125% no ano passado. O dado revela a necessidade de um planejamento ambiental que priorize a restauração florestal, um dos eixos centrais de atuação do Projeto Azahar: Flor de Laranjeiras, que já recuperou 12 hectares de Mata Atlântica e plantou mais de 10 mil mudas de 26 espécies florestais nativas em área de preservação permanente às margens do rio Cotinguiba no município de Laranjeiras.

Realizado pela Universidade Federal de Sergipe e pela Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (FAPESE) em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto atua desde 2019 para a restauração florestal de áreas de preservação permanente do bioma  no município de Laranjeiras em uma região secularmente marcada pelo processo de exploração e produção canavieira e depois pelo modelo agrícola agroindustrial que causou o desmatamento e impactou no ecossistema local com repercussão em vários setores ambientais na parte hidrológica dos rios Cotinguiba e Sergipe.

O engenheiro florestal e coordenador técnico do Projeto Azahar: Flor de Laranjeiras, Thadeu Ismerim, ressalta que as matas ciliares exercem funções essenciais para a sustentabilidade de bacias hidrográficas, como controle de erosão e assoreamento, impedir o fluxo de sedimentos, lixiviação de nutrientes e agrotóxicos, além de funciona como corredor ecológico e sistema de proteção da fauna aquática. É por conta dessa importância que é fundamental a conservação e restauração florestal dessas áreas.

Thadeu Ismerim destaca ainda que a restauração florestal realizada pelo Projeto Azahar contribui para a conservação de áreas de preservação permanente. “A recuperação de áreas degradadas é uma das principais atividades para o equilíbrio ambiental com repercussões positivas na flora, fauna, na quantidade e na qualidade dos cursos das bacias hidrográficas. Por isso, o Projeto Azahar: Flor de Laranjeiras realiza o plantio de espécies nativas com fins de restauração florestal no bioma Mata Atlântica. Ao longo do projeto, as intervenções de restauração florestal contemplam 12 hectares com o plantio de mais de 10 mil mudas de 26 espécies florestais nativas, a exemplo de: ipê-amarelo, ipê-rosa, pau-brasil, canafístula, jenipapo, pau-pombo e angelim”, revela.

Parceria

A atividade de restauração florestal conta o apoio da Prefeitura de Laranjeiras e da Usina São José de Pinheiro. Foi a partir desta parceria que o projeto selecionou as áreas para recuperação vegetal. O Engenheiro Ambiental da Usina São José de Pinheiro, Rodrigo do Nascimento Correia, destaca que a experiência de reflorestamento realizada em parceria com o Projeto Azahar fortalece a intervenção de responsabilidade socioambiental que a empresa já adota desde 2015, com a recuperação florestal em seu entorno.

O engenheiro ambiental salienta que nesta nova fase de reflorestamento em parceria com o Projeto Azahar, a empresa alcançou resultados mais rápidos de recuperação florestal contribuindo para a proteção da preservação hídrica local. “Entendemos que os rios são fontes de vida e por isso, desde 2015 a usina está em processo de recuperação de suas áreas de APP. A parceria entre a Usina Pinheiro e o projeto Azahar possibilitou que o cronograma de execução do plantio fosse acelerado e contribuiu para resultados positivos. Além da proteção do rio Cotinguiba, a recomposição da vegetação contribui também para o fortalecimento do solo e melhoria da qualidade da água do corpo hídrico”, enfatiza.

Rodrigo lembra ainda que a proteção da floresta resulta em um benefício da cadeia natural do Rio Cotinguiba a exemplo da conservação da fauna que se diversifica com a atração de espécies para as áreas reflorestadas.

Sustentabilidade

Além de restauração florestal, o Projeto Azahar promove ações de sustentabilidade hídrica em conexão com iniciativas de monitoramento da água, educação ambiental e pesquisa científica. “Nosso objetivo é trabalhar a ideia de preservar o meio ambiente, ou seja, trabalhamos com a finalidade de educar as crianças para a consciência ambiental. Isso leva tempo, fazendo uma analogia com o nosso eixo de restauração do ecossistema – cultivar uma muda de espécie florestal, preparar a terra para o plantio, plantar as mudas, cuidar para que seu desenvolvimento seja pleno, leva tempo. Educar as crianças, também, necessita de tempo e carinho”, destaca Antenor Aguiar, coordenador geral do Projeto Azahar.

 As ações são realizadas em uma área que envolve a sub-bacia hidrográfica do rio Cotinguiba, que pertence a bacia hidrográfica do rio Sergipe e drena uma área de 238, 56 km2 dos municípios sergipanos de Laranjeiras, Areia Branca, Riachuelo e Nossa Senhora do Socorro.

Fonte: Ascom/Projeto Azahar

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