Promotor entra com ação contra evento de samba

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Em virtude de reclamações de moradores e donos de bares e restaurantes do bairro Atalaia sobre a utilização da praça de eventos da Orla para shows privados, a promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo instaurou um inquérito civil para apurar as denúncias e acabar com possíveis irregularidades. Os moradores têm reclamado do barulho e do trânsito caótico, e os comerciantes, de queda da clientela em seus estabelecimentos nos dias de evento.

De acordo com o promotor de Justiça, Renê Erba, que assumiu o cargo há um mês, a promotoria já entrou com uma ação civil pública contra a empresa que realizou um evento de samba na sexta-feira da semana passada, 25. “Vamos pedir dano moral coletivo pela utilização indevida do espaço para o evento, que não tinha autorização ambiental para acontecer”, afirma René.

Ainda segundo o promotor, um inquérito civil foi instaurado há menos de uma semana, e as investigações têm um prazo de 30 dias para serem finalizadas. “É certo que passaremos a exigir autorização ambiental e da Emurb para qualquer evento que venha a acontecer naquele espaço daqui em diante”, garantiu o promotor.

“Tirem suas conclusões”

Raimundo Pinto, diretor da ‘Central do Samba’, empresa responsável pelo evento que é alvo do Ministério Público, disse que ainda não foi notificado sobre a ação movida pelo promotor, portanto ainda não pode se pronunciar. Mas o diretor concorda com algumas reclamações e reconhece que grandes eventos podem trazer complicações.

“Todo evento bem divulgado atrai um grande público, e isso implica em um trânsito mais lento nas imediações, dentre outras complicações. Nosso samba, por exemplo, sofreu um atraso inicial e por isso terminou um pouco mais tarde. Todo mundo tem o direito de reclamar. Quantas pessoas não reclamam do Pré-Caju, do Forró Caju e de outras festas populares?”, questiona Pinto.

Segundo o diretor, o evento de samba já faz parte do calendário oficial de festas da capital, “aprovado pela Câmara Municipal de Aracaju e sancionado pelo prefeito”. Questionado se estaria sofrendo perseguição, uma vez que eventos de outros realizadores costumam acontecer no mesmo local sem nenhum interferência do MP, Pinto declara: “cabe ao leitor tirar suas próprias conclusões”.

*Esta matéria foi alterada às 17h para acréscimo de informações.

 

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