Reajuste dos juízes causa revolta entre servidores do TJ

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Plínio Pugliesi diz que servidores enxergam Poder Judiciário como “Robin Wood às avessas" (Foto: arquivo Portal Infonet)

Os servidores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe estão revoltados com a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que reajustou automaticamente os salários dos juízes estaduais, sem necessidade de encaminhar projetos de lei às assembleias legislativas.

Para o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus), Plínio Pugliesi, o reajuste representa uma contradição no discurso dos gestores públicos. “Há uma contradição flagrante no discurso, porque os presidente do TJ de Sergipe e o governador de Sergipe alegaram falta de recursos para a valorização do servidor. Isso nos deixa preocupados porque a palavra dos chefes de poder está descredibilizada”, destaca.

Plínio conta ainda que os servidores enxergam o judiciário como um “Robin Wood” às avessas. “O Judiciário não valoriza aqueles que ganham menos e até retira direitos deles para valorizar aqueles que ganham tanto”, conta.

Reajuste

A decisão liminar foi proferida na última segunda-feira, 13, pelo conselheiro Gilberto Martins, que atendeu a pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). A regra desobriga os tribunais de, por meio de lei específica, recorrer às assembleias pedindo autorização para o aumento. Em alguns tribunais, o reajuste demorava meses para ser aplicado, porque dependia da aprovação.

O salário dos juízes estaduais é escalonado entre 5% e 10% em relação ao nível hierárquico superior, no caso, o vencimento dos desembargadores.

Os aumentos da magistratura são baseados nos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que foram reajustados segunda–feira,12, pela presidenta Dilma Rousseff, por meio de uma lei federal. O salário passou de R$ 29.462,25 para R$ 33.763,00. O reajuste foi de 14,6%.

Com informações da Agência Brasil

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