Rede hoteleira de SE prevê um dos piores feriados da Semana Santa

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A taxa de ocupação totaliza uma média de 25% nos hotéis de Sergipe (Foto: Ilustrativa/Arquivo Portal Infonet)

Alguns municípios de Sergipe, incluindo a capital Aracaju, são destinos procurados em épocas quentes e feriados por turistas que buscam locais litorâneos e pontos turísticos de passeio, entretanto, a rede hoteleira de Sergipe informou a reportagem do Portal Infonet, que prevê um dos piores feriados da Semana Santa.

Neste mês de março, a taxa de ocupação ativa nos hotéis diminui consideravelmente e os cancelamentos são mais frequentes. A estimativa dada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Sergipe (ABIH-SE) é de que a situação fique mais preocupante.

De acordo com o presidente da ABIH-SE, Antônio Carlos Sobrinho, em março, a taxa de ocupação nos hotéis totaliza uma média de 25% da capacidade total, uma das menores desde os últimos anos. “Sabemos que o movimento está fraco devido às medidas de restrição adotadas em Sergipe, mas também estamos cientes que essa situação se estende ao resto do país já que estamos vivendo uma pandemia”, pontua. “O movimento está fraco e todos os dias os hotéis recebem ligações de cancelamento de reserva”, completa.

Para o feriado da Semana Santa, Antônio Sobrinho diz que a situação atual não será muito diferente.” Em janeiro e fevereiro a taxa de ocupação totalizava uma média de 45%, com essa taxa apresentada agora em março, a perspectiva para a Semana Santa não é positiva. E sabemos que, por alguns meses deste ano, este cenário vai se repetir”, declara.

Segundo o presidente da ABIH-SE, a única e possível solução para a retomada da estabilidade da rede hoteleira é a vacinação em massa. “Acreditamos que a alternativa para nossa sobrevivência financeira é a vacinação, então não adianta muito fazer pacotes promocionais, o telefone não toca. A nossa previsão é de que, se a vacinação da maioria da população acontecer, em 2022 conseguiremos retomar a movimentação comum”, explica. “Também enviamos pleitos ao Estado e Município solicitando algumas medidas que ajudem a manter o setor ativo, pois muitos locais já estão demitindo os funcionários. Solicitamos medidas como a redução de impostos, adiamento do pagamento do IPTU e teremos uma resposta até o final deste mês”, completa.

O presidente ainda chama a atenção novamente para a situação atual da pandemia neste período e espera que fases melhores possam chegar o quanto antes. “Devido a pandemia sabemos que a situação não fica fácil, no ano passado conseguimos sobreviver com um programa do Governo Federal, este ano ainda estamos buscando alternativas, porém, a nossa maior esperança é a da vacinação em massa ainda este ano, para que tudo volte ao normal o quanto antes”, desabafa.

Por Isabella Vieira e Aisla Vasconcelos

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