Sargento acusa capitão de torturar jovens

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Gervânio diz que capitão Matheus do Gate é torturador
sargento reformado da polícia, Gervâno Gomes, acusou o capitão Matheus, do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) de torturar dois jovens. “O Capitão Matheus abordou meus filhos, um de 17 anos e outro de 21, em uma festa na cidade de Salgado e praticou tortura”, acusou o pai.

De acordo com o ele, os filhos haviam estacionado o carro em lugar proibido, mas o veículo não funcionou de imediato. “Meus filhos estacionaram o carro em um local, que segundo o capitão Matheus, era proibido. Então, quando ele comunicou isso ao meu filho ele prontamente voltou para dentro do veículo e tentou tirá-lo do lugar”, explicou.

Gervânio continuou explicando que o carro não teria funcionado de imediato e o jovem teve dificuldade para ligar. “Quando ele bateu a chave o carro não pegou, aí o capitão perguntou de quem era o carro e meu outro filho desceu e disse que era do irmão”, relatou o sargento.

Jovem mostra marcas das agressões
Segundo o pai dos jovens, o capitão do Gate começou as agressões e encaminhou os dois rapazes até a delegacia. “Meus filhos levaram murros no rosto, além de uma surra de ‘fanta’”, relatou.

Gervânio informou ainda que quando chegou na Delegacia, encontrou o filho algemado. “Cheguei na delegacia e meu filho tava algemado e sangrando, parecendo um marginal e o pior é que foram obrigados a ouvir piadinhas desse capitão torturador”, comentou.

Ainda de acordo com o sargento reformado, os filhos só foram liberados com a chegada do Delegado. “ Com a chegada do delegado Eurico, que foi muito coerente e prestou um atendimento certo e integro, consegui sair dali com meus filhos”, explicou.

Os jovens foram levados pelo pai na manhã dessa segunda-feira, 17 até o Instituto Médico Legal, onde realizaram exames de corpo e delito e segundo Gervânio, irão procurar a Justiça. “Vamos

Capitão Matheus se defende Foto: SSP 
tomar todas as medidas cabíveis para que esse crime não fique impune”, finalizou o Sargento

Capitão

Segundo o capitão Matheus, o comando recebeu uma informação da juíza de que havia pertubação do sossego. “A juíza entrou em contato com o comandante da BPM avisando que havia uma um veículo com som ligado em uma área fora do circuito da festa” comentou.

Ainda segundo o capitão a equipe foi  até o Local, que  ficava a uns 200 metros do posto de comando, e perceberam que além do som, os adolescentes  estavam obstruindo a via de acesso. “Nós entramos em contato com os dois, solicitando que retirassem o carro e baixasse o som aí eles afirmaram que o carro não estava funcionando e ficamos aguardando com toda a paciência do mundo”, relatou.

O capitão ainda explicou que depois que os jovens conseguiram retirar o veículo e baixar o som, a equipe tentou se retirar do local.  Quando nós demos as costas, eles desrespeitaram a gente com palavrões, então voltamos e demos ordem de prisão, mas eles começaram a reagir com chutes e pontapés“, ressaltou.

De acordo com o capitão o comando utilizou a força necessária para conter a situação. “ Houve um confronto e tivemos que usar as algemas para conduzí-los a Delegacia”, pontuou

Matheus ainda informou que os jovens foram conduzidos ao posto de comando do evento onde foi passada a ocorrência e depois levados para a Delegacia.”Durante toda a situação, os dois diziam que o pai era policial superior a nós e que iria transferir todo mundo para Canidé”, relatou.

Matheus ainda comentou que durante todo esse processo o pai dos jovens tentou resolver o caso sem as devidas providências. “ Ele tentou me convenser a liberar os dois dizendo que nós éramos militares, ao  invés de se posicionar como militar. Não sou arbitrário e não fiz nada fora da lei, levei até a Delegacia e disse a ele que naquele momento era por conta do delegado”, relatou.

O capitão Matheus ainda pontuou que se o sargento quiser acusá-lo, existe uma forma correta de se fazer a denúncia. “ Eu também vou tomar as minhas providências, porque se ele está me acusando e terá que provar”, finalizou.

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