Servidores da Previdência Social paralisam atividades

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Ato na porta do INSS da Ivo do Prado (Fotos: Portal Infonet)

Servidores do Ministério da Previdência Social em Sergipe aderiram a paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira, 15. Eles estão realizando um café da manhã com ato na porta do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), localizado a avenida Ivo do Prado reivindicando melhorias salariais e concurso público, entre outras pautas.

“Essa paralisação de 24 horas é da base de três ministérios: da Previdência Social, do Trabalho e Emprego e da Saúde. Nós estamos solicitando que o Governo Federal reinicie o diálogo com os trabalhadores sobre as reivindicações que vão desde a reestruturação da carreira até a realização de concurso público, pois a quantidade de servidores não está sendo suficiente para atender à demanda. São mais de 2.500 servidores dos três ministérios em Sergipe. Aqui temos 22 agências do INSS, mas a agenda das perícias fica por até três meses, devido à falta de peritos”, destaca o diretor do Sindiprev, Júlio César Lopes.

Ato foi seguido de um café da manhã

Júlio César: "Trabalhamos sob pressão"

Iran Barbosa também participou do ato

A usuária Maria Inácio não consegue atendimento e …

… lamenta estar faltando ao emprego sem resolver o pedido de auxílio-doença

No ato, a categoria lamentou estar recebendo o terceiro salário do país e que ao se aposentar, perde quase 60% dos salários, sem contar que 70% do que ganham são gratificações. “E ainda temos que trabalhar sob pressão, cumprir metas”, complementa o sindicalista.

O vereador por Aracaju, Iran Barbosa (PT), esteve no ato na porta do INSS. “De onde eu vim a matriz é essa: a luta pela melhoria dos trabalhadores”, enfatiza.

E ao saber que não poderia ser atendida, a usuária Maria Inácio dos Santos, lamentou: “Eu vim de Nossa Senhora do Socorro tentar a liberação de um auxílio-doença. Não sabia que estavam em greve. É a quarta vez que gasto dinheiro com passagem e o pior, que peço folga no trabalho e não consigo resolver nada”.

Por Aldaci de Souza

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