Suspeito de integrar grupo criminoso é preso em operação no centro

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Operação ocorre nesta sexta-feira, 14 (Foto: SSP/SE)

A Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal), através da coordenação operacional, e a Polícia Militar deflagraram uma operação para o cumprimento de mandado de busca e apreensão no antigo prédio da Delegacia Plantonista, situado na rua Laranjeiras, no centro de Aracaju. O local foi invadido há cerca de um ano e meio, abrigando, atualmente, cerca de 35 a 40 pessoas.

De acordo com a coordenadora operacional da Copcal, a delegada Nalile Castro, a ação policial foi desencadeada devido ao aumento significativo do número de furtos qualificados (arrombamentos) no centro de Aracaju. Na ação policial, um suspeito foi preso. Ele se autointitula como sendo o líder do grupo. “Ele é conhecido como Bin Laden e diz que não vai parar. A cada momento que era ouvido ou preso em flagrante e depois solto, ele dizia que ia voltar a delinquir, que ia voltar a furtar”, destacou.

Na operação, foram recuperados diversos materiais, como móveis, produtos de clínicas médicas e 30 carcaças de impressoras, que foram furtadas e tiveram partes revendidas (Foto: SSP/SE)

As investigações mostraram que parte dos ocupantes do local tem envolvimento em furtos e utilizam o prédio como depósito de produtos ilícitos. Na operação, foram recuperados diversos materiais, como móveis, produtos de clínicas médicas e 30 carcaças de impressoras, que foram furtadas e tiveram partes revendidas.

Acrescentou-se que, no início deste ano, um morador e comerciante da região foi morto por um grupo desses invasores. O prédio tornou-se de difícil acesso devido às barreiras montadas pelos ocupantes, o que exigiu uma articulação das Polícias Civil e Militar para garantir um acesso seguro e uma ação controlada.

“O foco é recuperar objetos que foram furtados ao longo de meses nessa região. Temos algumas investigações em andamento, e identificamos, já há algum tempo, o líder, que inclusive foi preso preventivamente. Recuperamos também alguns objetos visivelmente furtados de algumas casas, como livros, móvel antigo. Esses materiais estão sendo relacionados, as pessoas vinculadas a esses objetos estãos sendo ouvidas para terminamos de instruir o procedimento policial”, explicou Nalile Castro.

O coronel Gilmar Santana, do Comando do Policiamento Militar da Capital (CPMC), destacou que as equipes da Polícia Militar estão fornecendo o suporte necessário à operação deflagrada nesta sexta-feira.

“A Polícia Militar está fazendo um trabalho nas redondezas do prédio por conta do nível da situação que foi verificada nos últimos dias. Nós percebemos uma aceitação muito grande da população sobre a operação. Estaremos aqui durante toda a manhã para garantir a segurança da comunidade e dos policiais que estão atuando na operação”, frisou.

Segundo Nalile Castro, a ação policial, gestada há alguns meses, contou com a participação integrada de cerca de 150 policiais, entre civis e militares.

Fonte: SSP/SE

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