UFS analisará amostras do óleo encontrado em praias sergipanas

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Alberto Wisniewski: agregando estudos para encontrar explicações (Foto: Portal Infonet)

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) analisará as amostras do óleo encontrados em barril no litoral sergipano. Nesta terça-feira, 1°, a equipe do Núcleo de Petróleo e Gás da UFS (Nupeg) recebeu as amostras enviadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O professor Alberto Wisniewski, do Departamento de Química da universidade e coordenador do Laboratório de Petróleo e Energia da Biomassa (PEB), explica que a equipe fará análises de caracterização geoquímica orgânica da amostra do óleo para identificar a compatibilidade do produto com as manchas de petróleo cru encontradas no litoral nordestino.

Conforme o professor, a investigação serve para confirmar a ausência de possibilidade desse óleo não ter sido produzido em território sergipano. Ele observou que aparentemente se observa que as manchas de óleo encontradas no litoral nordestino não há relação com o óleo encontrado nos tonéis em Sergipe. “Aparentemente são coisas diferentes”, diz.

Mas os estudos serão aprofundados para contribuir com as análises que já estão sendo realizadas por outros órgãos. “A gente está agregando estudos. Nós estamos nos juntando à força tarefa para buscar uma explicação”, diz. “Esse é o papel da Universidade e do Laboratório de Petróleo e Energia Biomassa, que coordeno”, relata. Um trabalho, conforme explicou, para auxiliar os órgãos que exercem a fiscalização ambiental e instituições preocupadas com esse fenômeno que surgiu na região Nordeste.

Áreas afetadas

A mancha de óleo observada na região Nordeste afetou oito Estados brasileiros, 54 municípios e 114 localidades. De acordo com o mapa que indicam as áreas e a intensidade da região afetada divulgado pelo Ibama, em Sergipe, o município de Pacatuba foi o mais atingido pela mancha do óleo. Também foram afetadas em território sergipano, as praias de Pirambu, Jatobá e a Barra dos Coqueiros, com menor intensidade.

por Cassia Santana

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