Colecionadores de vinis se reúnem no próximo sábado em Aracaju

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Colecionadores e expositores de discos se reúnem na Feira do Vinil em Aracaju, no próximo sábado, 1º de setembro. A expectativa é recolocar a mídia nas cenas musicais e nas casas dos sergipanos.

Ricardo tem mais de 9 mil discos de vinil

Para o colecionador e lojista Ricardo Miúra, 40, essa é a nova época de ouro dos discos de vinil. “Se comparar as vendas desse ano com as de dois anos atrás, percebemos um aumento de mais de 100%”, disse. Os discos começaram a ser substituídos por CDs nos anos de 1990, no Brasil. Mas desde 2007, ganharam mais espaços em eventos realizados em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, João Pessoa e Fortaleza.

O público também mudou. Segundo Miúra, os mais jovens agora estão procurando os discos. “Hoje o pessoal mais jovem também se interessa pelos vinis. Há algum tempo, só os mais velhos compravam”, destacou.

Discos vendidos na internet chegam a custar R$ 650

Ricardo tem cerca de 2 mil discos espalhados pela sua loja, que fica no conjunto João Alves, em Nossa Senhora do Socorro, e outros 7 mil em casa. De acordo com ele, os preços dos vinis variam conforme a raridade. “Tenho vinis de R$ 0,50 a R$ 300. Os mais raros, como alguns de Tim Maia, por exemplo, ultrapassam muito esse valor”, ressaltou.

O que mais implica o crescimento da procura pelo vinil, de acordo com o colecionador, é a falta da produção nacional de vitrolas. “Aqui no Brasil nenhuma fábrica faz o aparelho. Nos Estados Unidos muitas já produzem. Quando eu encontro alguma e coloco para revender aqui na loja, elas têm uma saída muito rápida. Para os discos voltarem com força, elas precisam voltar a ser produzidas”, expõe.

O evento

A Feira do Vinil tem entrada gratuita e acontece no Capitão Cook, no dia 1º, das 15h às 21h. Além das vendas de vinis, CDs, DVDs, camisas, bottons, livros etc. também haverá discotecagem e a palestra ‘A Nova Era de Ouro dos Discos de Vinil’, com o editor do Universo do Vinil e professor Dr. Gláucio Machado.

por Jéssica França

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