Fernando Anitelli, do Teatro Mágico, e Silvério Pessoa debatem juventude e cultura

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O líder do grupo Teatro Mágico, Fernanto Anitelli, e o cantor pernambucano Silvério Pessoa estiveram juntos hoje no debate “Cultura e Juventude”. O debate faz parte da programação de comemoração dos cinco anos da Rua da Cultura, que traz hoje à noite o show do grupo paulista Teatro Mágico. A deputada estadual Tânia Soares (PCdoB) também compôs a mesa, que discutiu entre outros temas a pasteurização da cultura.

 

“Nós continuamos com a discussão de juventude e arte. Mas precisamos descentralizar os investimentos, e distribuí-los pelo país inteiro. È nisso que eu acho que podemos contribuir. Ao ganhar fruição a cultura ganha ascensão, e aí podemos assegura-la à juventude” falou a deputada, que abriu o debate. Tânia focou a sua fala nas questões de participação da juventude na sociedade.

 

Já Fernando Anitelli falou sobre a produção cultural e o monopólio da comunicação no Brasil. “A comunicação e a cultura estão diretamente ligadas. Nos últimos anos existe um grande monopólio na cultura e na comunicação brasileira. Se você quer fazer parte desse sistema tem que distribuir sua música como se

fosse um produto, no famoso “jabá”. E quem dita isso pra você é o sistema que está enclausurado”, disse o compositor.

 

Uma das curiosidades é que Anitelli não estava com o rosto pintado, como de costume quando se apresenta ao público e à imprensa. “Vamos desmistificar isso a partir de hoje”, disse ele quando concordou com as fotografias e filmagens do debate.

 

Silvério Pessoa orientou sua fala nas mudanças culturais dos jovens. “Eu não sei se houve perda da participação da juventude. Jurava que iria ver a juventude nas ruas no caso do senador Renan Calheiros, mas não vi”, disse. Em outro momento, o cantor falou sobre a homogeneização da cultura. “O projeto neo-liberal vê a possibilidade de homogeneizar o mundo, e agora é que os jovens vêem a heterogeneização. Quanto mais diferente, mais você reafirma a sua cultura”, disse.

 

Para o coordenador da Rua da Cultura, Lindemberg Monteiro, o espaço do debate é mais uma demonstração da concepção do projeto da Rua da Cultura. “Eu acho que a rua não é um evento. É uma ocupação de espaço público com idéias positivas”, define.

 

Veja trechos das falas de Fernando Anitelli, Silvério Pessoa e Tânia Soares durante o debate

 


Fernando Anitelli

 


Silvério Pessoa

 


Tânia Soares

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