Fruto-cereja – por Gustavo Aragão

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A noite cresce insone.

Nas suas ruas desertas,

Sinistras, fora e dentro de mim, se esconde

Algo que me consome e me liberta.

 

Incomoda a mim esta solidão de mar profundo

Que me beija a alma e que me incita colorir em palavras

Aquilo que é, com retoques de desejo, pérolas e lampejo.

 

Cinjo a língua da noite com minha língua

Sinto, à pele de minha alma, algo que me incita e excita;

Sentimentos-cereja,

Da cor do meu desejo

Com o sabor da minha língua

Envolta à portuguesa,

Com ritmo e sons que cheiram a frutas vermelhas

E que nutrem meu ser de sentidos diversos.
 
 

Por Gustavo Aragão

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