Homenagem póstuma ao mestre Marcos Pinheiro – por Gustavo Aragão

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Ouço as trombetas excelsas de anjos mensageiros,
Ornada de amores e paz eterna a anunciar sentimentos
Tomo minha alma na mão e dos dedos brotam estrelas
Envoltas por nuvens lúgubres com quê de poetas.
Invoco a Sagrada Família para nos trazer alentos.


Sons divinais embalam o homem sábio nos braços
e o leva além do firmamento, incensado de amores-jasmins
numa leveza de pétala orvalhada, silente, liberta.
Ofusca-se o céu por nuvens plúmbeas num instante,
prenhes de fortes lágrimas que ungem a terra,
Esteio de vida. E anuncia o nascimento para eternidade
de estrela argêntea das mais reluzentes.


E os campos celestes ressequidos tornam-se vigorosos com a Química
auriférrea proposta por sua chegada.
Enleva-se o homem por entre nuvens de saudade
E na lembrança nos deixa o amor e a falta que nos inundam…
                                                                Gustavo Aragão Cardoso

 

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