In Processo – por Gustavo Aragão.

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Sou, agora, a liberdade em grito

Ganhando asas, envolvida na dor

Que a distancia constrói.

Parece minha voz mais frágil, débil.

Tenho medo.

Tenho medo da incerteza do futuro

que se levanta e furta cores,

Da escuridão que não me deixa ver além

de um palmo diante de mim 

Tenho medo do tempo e das suas atrocidades

Tenho medo de mim.

Sinto-me por vezes um vazio ambulante

Um ser (in) constante evolução.

Sinto-me branco, quadrado, sem canto,

Espantado com o próprio espanto.

Sinto-me um misto de menino, homem e desencanto.

 

Por Gustavo Aragão

                                                                     São Paulo/SP

 

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