Orgãos defendem candidatura da Praça São Francisco

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Praça concorre com outros 38 “sítios existentes no país (Foto: Divulgação)

A Praça São Francisco, em São Cristóvão, é o único local brasileiro que concorre à classificação de Patrimônio Mundial pela Unesco, disputando com outros 38 ‘sítios’ existentes em diversos continentes. A escolha será realizada durante a 34ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, que ocorre nesta quinta-feira, 29, em Brasília, que contará com a participação de 800 representantes de 187 países.

Com farta documentação, a proposta do sítio sergipano apresentada à Unesco conta com o apoio do Governo do Estado e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Para o governador Marcelo Déda, a proposta brasileira estará muito bem defendida perante a Unesco, inclusive com acréscimo de documentação histórica inédita. “Na proposta de inscrição que apresentamos junto a Unesco estão incluídos registros históricos inéditos, recolhidos no Arquivo Histórico de Simancas, na Espanha, onde se comprova a relação entre a Espanha e a Capitania de São Cristóvão num documento de 1605”, descreveu o governador.

Este registro, ainda de acordo com o governador, consolida a representação de um fenômeno singular no Brasil e nas Américas, que tem como contexto o período ímpar da aliança entre as coroas portuguesa e espanhola sobre o domínio do reinado de Felipe II (1580-1640). Diversas outras características também subsidiam tecnicamente a candidatura da Praça São Francisco, que recentemente foi revitalizada, consolidando a importância do conjunto arquitetônico, urbano e paisagístico da cidade de São Cristóvão, conforme relatórios técnicos do Iphan.

“Estamos torcendo para que esta seja mais uma conquista que valorize o patrimônio do nosso estado, além de representar também uma conquista histórica para o país que passará a contar com 18 bens declarados patrimônio mundial”, contextualizou o governador, referindo-se aos 17 bens já declarados patrimônio mundial, sendo dez culturais, a exemplo dos centros históricos de Ouro Preto (MG), Olinda (PE), São Luís (MA) e Salvador (BA), além de sete naturais, a exemplo do Parque Nacional do Iguaçu (PR), Pantanal (MT e MS) e Fernando de Noronha (PE).

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