Pica-Pau faz esculturas em madeiras

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Pica Pau diz que aprendeu esculpir sozinho
Para quem pensa que pica-pau é uma ave de tamanho pequeno com penas coloridas e com uma crista vermelha, que vive em bosques e fazem seus ninhos abrindo uma cavidade nos troncos das árvores, está enganado.

Em Sergipe, Pica-pau trabalha com tronco de árvores e esculpindo as mais variadas peças. O artista plástico José Zezito Zacarias, 32 anos, mais conhecido como Pica Pau, mora na praia da Costa, litoral da Barra dos Coqueiros e exporta suas esculturas para diversas cidades brasileiras.

Peças 

Artista diz que faz cerca de três araras por dia
Fazendo uso de ferramentas como machado, formão e lima, Pica-pau produz cerca de três esculturas por dia. “Peças como o pinguim ou o papagaio consigo fazer dois ou três por dia, porque eles são os mais fáceis”, relata com simplicidade o artista.

Com diversas peças expostas em um dos bares do local, Zezito diz que aprendeu a fazer as esculturas sem a ajuda de ninguém. “Meu pai era carpinteiro e sempre me levava para o trabalho com ele. Todas as sobras de madeira eu levava para casa e ficava imaginando bichos, aí fui fazendo o que vinha na cabeça”, explica Pica Pau.

Inspiração

Obras estão expostas em diversas partes do bar
Inspirado pelo mar e pela fauna do local onde mora, o artista se especializou em pássaros e em bichos como tartaruga, caranguejos, araras entre outros. “ O caranguejo grande eu faço em dois dias, mas a tartaruga e os caranguejos menores faço rapidinho. O mais complicado mesmo são os macacos ou a carrocinha com cavalo”, revela Pica-Pau.

O artista que sobrevive apenas dos objetos que produz diz que consegue ter uma renda mensal de mil reais  por mês. “Eu consigo essa renda fixa aqui no bar onde tenho minhas esculturas expostas, mas as vezes alguém faz uma encomenda para fora e posso ganhar um dinheiro a mais”, ressalta.

Turistas

Artista diz que demorou três dias para fazer o cavalo
Pica-Pau que é pernambucano mas vive em Sergipe há mais de 20 anos, diz que a sua arte é muito mais apreciada por turistas, que visitam o bar e se encantam com a variedade de esculturas. “Não sei se é porque as pessoas daqui já estão acostumadas, ou se é porque acham caro, mas os trabalhos que faço são mais vendidos para pessoas de fora”, pontua.

De acordo com o artista plástico muitas de suas obras foram levadas para cidades como Rio de janeiro Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. “Às vezes as pessoas ligam para o bar pedindo que a gente envie uma peça ou outra. Semana passada mesmo mandamos uma para São Paulo”, comenta José Zito.

Madeiras

O caranguejo é uma das peças mais caras dos artista
Pica-Pau ainda explicou que consegue esculpir em diversos tipos de madeiras, mas pela facilidade de encontrar na região, prefere trabalhar com o tronco do coqueiro. “O coqueiro também é muito resistente e por isso as peças duram muito mais tempo, sem contar que não tenho quase custo nenhum para consegui o coqueiro aqui na praia”, revela o artista.

Segundo José Zito, para cofeccionar uma peça simples como uma arara ele utiliza meio metro de tronco e consegue ganhar em uma peça cerca de R$ 70 reais. “Uma peça como o caranguejo grande é vendida aqui por R$ 150, já a carrocinha com cavalo fica um pouco mais cara, porque o trabalho também é maior”, explica

O trabalho do artista está exposto em um dos bares da Praia da Costa e quem tiver interesse em adquirir uma das peças, basta entrar em contato pelo telefone 3260-1954.

Por Alcione Martins e Raquel Almeida

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