Após abrir capital, GBarbosa pode ser vendido

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A rede de supermercados GBarbosa, que tem sede em Aracaju e é a segunda maior varejista do Nordeste, com faturamento de R$1,4 bilhão, protocolou o pedido de abertura de capital na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no último dia 5. No mesmo dia, segundo o Portal Exame, da editora Abril, enviou uma carta de pedido de propostas de aquisição às três maiores líderes do varejo no Brasil, o Carrefour, Pão de Açúcar e Wal-Mart.

 

O prazo final dado pelo GBarbosa para recebimento das propostas é a próxima sexta-feira, 14. As empresas que apresentarem as melhores ofertas serão convidadas a conhecer os números do vendedor e poderão fazer novas ofertas. Segundo o Exame, a rede de supermercados está sendo assessorada pelo banco de investimentos UBS Pactual. A assessoria de comunicação da rede em Aracaju, informa que o GBarbosa não confirma nem nega a informação e que não irá se pronunciar sobre o assunto.

 

Estima-se que a aquisição deverá custar em torno de R$700 milhões. Contudo, caso as propostas não sejam consideradas satisfatórias, o GBarbosa deve seguir rumo à abertura de capital. O pedido de abertura da rede, pertencente ao fundo americano Acon Investments, que a adquiriu do grupo holandês Royal Ahold, inclui também oferta pública de ações.

 

Mercado varejista

 

O GBarbosa é uma das últimas redes varejistas alvo de disputa entre as redes líderes do mercado nacional. A venda de redes como Bompreço e Atacadão aumentou a concentração e as disputas pelas redes que restaram.

 

Das três convidadas a enviar proposta de compra, o Pão de Açúcar é tido como favorito, pois, recentemente, perdeu a primeira posição do ranking para o Carrefour, que adquiriu o Atacadão. E também esta rede tem uma pequena participação no mercado nordestino.

 

Para o Wal-Mart, a aquisição pode ser dificultada pelo fato de ela já ser dona da rede Bompreço, líder do mercado nordestino. Desta forma, caso queira mesmo comprar o GBarbosa poderá ter que vender algumas lojas, especialmente, em Aracaju, a fim de evitar problemas com órgãos de defesa da concorrência. Já para o Carrefour, a compra seria uma forma de consolidar-se no primeiro lugar no ranking.

 

Com informações do Portal Exame e Gazeta Mercantil.

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