Crise não afeta as festas de fim de ano dos sergipanos

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Os eletrodoméstico já estocados não vão sofrer efeito negativo este ano com a crise 
A expectativa de venda de eletrodomésticos no final de ano entre os comerciantes é boa, mesmo com a preocupação da crise econômica que assusta o mundo. Lojistas do centro de Aracaju não estão preocupados momentaneamente com a supervalorização do dólar e com uma possível recessão na venda dos eletro-eletrônicos, como geladeiras, fogões e televisão. Eles acreditam que é preciso cautela, para evitar a especulação e não criar um efeito negativo nos consumidores.

O economista do Dieese, Luís Moura, afirma que nesse primeiro momento não há com o que se preocupar. “O Brasil vai começar a sentir os efeitos a partir de 2009. O custo do dinheiro vai ficar mais caro e então, o brasileiro precisará ficar mais atento com os gastos. A recomendação é que o consumidor saiba de possíveis riscos e evite financiamentos longos, empréstimos de cheque especial e os pagamentos mínimos nos cartões. Mas não tem maiores preocupações porque 2008 já está praticamente terminado”, explica.

Ele complementa que será na próxima remessa de mercadorias adquirida pelos lojistas que o efeito da alta do dólar começará a ser sentido. “O Natal desse ano não vai ser prejudicado. Só é preciso cuidado com os gastos e evitar exageros com a compra de importados como era visto no Natal de outros anos”, diz.

Katiane Oliveira: Nesse primeiro momento, a especulação pode fazer com que o comércio fique prejudicado

A gerente de uma das lojas da capital, Katiane Oliveira destaca que um efeito negativo pode ser gerado na economia pela especulação que gira em torno de algo que nem aconteceu. “Final de ano é propício para o comércio. Muitas lojas estocam produtos e se preparam para o natal e ano novo com perspectivas positivas para as empresas. Mas com essa especulação, o que preocupa os lojistas pode ser um gerador negativo porque induz o consumidor a não comprar. Isso ocasiona numa possível queda de vendas com uma crise que nem chegou”, desabafa. Ela explica que até o momento não houve alteração dos preços com a desvalorização do real. 

A consumidora Marise Santos diz que não tem problemas para a clientela, mas para os lojistas. “O comércio estava muito aquecido. O consumidor que estava precisando de algum produto, já comprou. Os lojistas é que precisam se preocupar, principalmente neste final de ano. Mas até não sentir no bolso, não há preocupação. Vou esperar a crise chegar”, fala.

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