Desconfiança do mercado é o problema

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Mesmo com a aprovação do pacote de 700 bilhões de dólares pelo Senado americano, o mercado financeiro não reagiu bem, ao contrário do esperado. As principais bolsas da Europa, Ásia e Estados Unidos  continuam operando no vermelho. Parece que a ficha caiu, indicando que a contaminação da economia real pela crise financeira já é um fato consumado.

Toda esta dinheirama será utilizada no resgate dos créditos podres dos bancos que emprestaram sem a devida garantia. Será a versão americana do PROER brasileiro – o Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro Nacional – adotado, no governo FHC, que endividou significativamente o governo federal.

Logo, há dúvidas se esse pacote resolverá a questão do crédito e se a roda financeira voltará a girar normalmente em curto prazo. Uma coisa, entretanto, é certo: o resto do mundo sofrerá as conseqüências dos desajustes no sistema financeiro da maior economia global.

Escassez de crédito

No Brasil, para o deputado Albano Franco, o primeiro sintoma tem sido a escassez de crédito destinado ao consumo e ás exportações, muito embora, acredita o deputado, que o governo vem agindo tempestivamente no sentido de irrigar o mercado de crédito ao consumidor e tomar medidas de estímulos às exportações, os dois pilares do crescimento da economia brasileira, que crescerá menos em 2009, cerca de 3,5%, segundo previsões otimistas do mercado.

A propósito, o Banco Central tem saido em socorro dos bancos liberando R$ 23,5 bilhões a fim de minorar o problema da escassez de crédito. Enquanto isso, a moda americana e a Bolsa de São Paulo se movem em sentido contrário: o dólar dispara e já ultrapassou os R$ 2,25 e a Bovespa despenca a cada dia. Certamente, o dinheiro ficará escasso, logo, pela lei da oferta e da procura, os juros subirão, mesmo que degolem o Meireles. Quem viver, verá.

Por Ivan Valença

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