Dieese diz que Estado pode pagar servidor em dia

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Estado gasta 46,16% da receita corrente líquida com a folha (Foto: Arquivo Infonet)

O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, Luís Moura, voltou a afirmar que o governo tem dinheiro para pagar o salário dos servidores em dia. “A folha atinge uma média de 50% da arrecadação do Estado. A queda no Fundo de Participação do Estado (FPE) atinge as contas, mas não para necessitar atrasar os proventos”, afirma.

Luiz Moura já informou que o Estado arrecada mais do que paga e o que vem ocorrendo é que governo priorizou outros pagamentos em detrimento da folha. “Chega a ser compreensível que o Estado atrase alguns dias se existisse a necessidade de comprar remédios para pacientes, por exemplo. Mas como não existe a divulgação do que vem sendo feito, não podemos compreender”, diz o economista que se atenta aos números. A receita mensal do Estado gira em torno de R$ 700 milhões e a folha é de cerca de R$ 380 milhões.

Governo explica

O assessor de comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Helber Batalha, explica que os principais entraves atuais da economia de Sergipe são dois: a queda na receita e o déficit da previdência. “A crise e a retração da economia atingiu o Estado e os gastos aumentaram". 

Luiz Moura faz questionamentos pontuais

"Posso exemplificar que o Estado recebeu R$10 milhões a menos ao compararmos o mesmo período, os primeiros 10 dias de julho de 2016 e 2015. E ano passado o Estado depositou na conta do Sergipe Previdência em torno de R$70 milhões, hoje o déficit mensal é de 100 milhões de reais somente na Previdência”, contabiliza.

Helber informa que o governo vem cortando gastos e contratos, mas muito da economia que foi feita é perdida com a inflação. “Para se ter ideia da dificuldade, a estimativa de custeio deste ano é a mesma  de 2010. Isso só é possível pelos cortes que o governo fez, mas tudo aumentou”, explica o comunicador, acrescentando que o Estado vem diminuindo os gastos e buscado aumentar a arrecadação.

E o assessor pontua que para o Governo a prioridade é o salário do servidor, mas faz questão de lembrar que tudo é prioridade para sociedade. “O governo tem trabalhado para honrar a folha do servidor. Mas uma obra que está lenta, uma estrada esburacada, a necessidade da aquisição de um suporte, o pagamento do contrato de seguranças também é prioridade”, diz ele, informando que o Estado gasta 46,16% da receita corrente líquida com a folha completa.

Por Raquel Almeida

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