Funcionários da Petrobras mantêm greve de 48h

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Alealdo Hilário diz que assemblei apode definir greve geral (Foto: Portal Infonet)

Os funcionários da Petrobras realizaram uma assembleia na manhã desta sexta-feira, 30, na porta da sede situada no bairro Siqueira Campos. A categoria manteve a greve por 48 horas iniciada na última quinta-feira, 29.

A categoria luta contra o plano de desinvestimentos da estatal, que prevê levantar US$ 57,7 bilhões com venda de ativos entre 2015 e 2019. A categoria pede também o reajuste salarial de 10%, mais a correção monetária da inflação.

Segundo um dos membros do Sindicato dos Petroleiros de Sergipe (Sindipetro), Alealdo  Hilário dos Santos, a categoria não aprova a venda dos ativos por entender que a empresa é produtiva. “Hoje fizemos essa assembleia pela continuidade de 48h da greve que se encerra a zero hora de hoje. A greve é nacional com uma campanha reivindicatória, mas temos uma particularidade, pois a estatal quer a venda dos ativos sobre o pretexto de capitalizar a Petrobras. No nosso entendimento, uma empresa altamente produtiva não tem necessidade de ser capitalizada”, informa.

Na próxima terça-feira, dia 3 de novembro, os funcionários voltam a se reunir em assembleia na sede da estatal, para determinar uma greve geral por tempo indeterminado.

Petrobras

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com a assessoria de comunicação da Petrobras que enviou uma nota.

"A Petrobras informa que deu prosseguimento às reuniões de negociação com os sindicatos nesta quinta-feira, 29, e acordou com estes um calendário de reuniões até a próxima semana para discutir as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho 2015. Na quarta-feira (28/10), a companhia já havia apresentado uma nova proposta para as cláusulas econômicas do acordo, com reajuste 8,11% nas tabelas salariais, entre outros itens.

A apresentação da nova proposta econômica e a proposição de detalhar as cláusulas do ACT em reuniões acordadas com os sindicatos reforçam o compromisso da companhia de dialogar abertamente com as entidades sindicais. O objetivo é chegar a um entendimento sobre o ACT 2015 na mesa de negociação.

Em relação às mobilizações dos sindicatos em algumas unidades da companhia, a Petrobras destaca que as atividades da empresa estão normais e não há prejuízos à produção ou ao abastecimento do mercado".

Por Aisla Vasconcelos

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