Pesquisa mostra perfil de consumidor de pirataria

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Vários produtos são vendidos no comércio ilegal e deixa de pagar impostos
O consumidor brasileiro que compra produtos falsificados não só tem consciência do que ele compra e dos riscos e prejuízos da pirataria, bem como sabe da sonegação de impostos que o comércio desses bens envolve e da associação desse tipo de comércio ao crime organizado. Quem compra produtos piratas, ao ser questionado sobre o porquê de sua atitude, já tem prontos todos os argumentos para justificar a sua opção.

As constatações fazem parte de pesquisa realizada pelo Instituto Akatu, em parceria com a Microsoft, sobre a relação do consumidor com a pirataria. Agora, o estudo vai servir de base para mudanças nas ações do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual.

Os principais argumentos apresentados pelos consumidores na pesquisa foram o melhor custo benefício – já que os preços são mais baixos – a desconfiança sobre a destinação dos impostos pagos em caso de produtos originais, a opinião de que artistas e fabricantes já são ricos demais e não são prejudicados pela venda de CD”s e DVD”s piratas, além da intenção de ajudar o camelô que vende os produtos.

A pesquisa traz várias orientações para novas campanhas. Inicialmente, o tema tratado não deve ser diretamente a pirataria, uma vez que a população não se interessa por esse tema especificamente. O ideal seria tratar da ética de forma mais abrangente, ressaltando o impacto que pequenas ações, ainda que aparentemente isoladas, podem ter na sociedade, como a falsificação de carteiras de estudante ou dar uma “caixinha” para um guarda.

Além disso, sugere-se evitar um tom acusatório e convidar o consumidor a mudar suas atitudes, mostrando que a permissividade dos brasileiros está passando da conta e criando uma imagem de um povo desonesto e, muitas vezes, violento.

Os produtos mais falsificados são CDs, DVDs, roupas, calçados, óculos, programas para computador e medicamentos. No Brasil, a estimativa do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco) é de que, por ano, R$ 30 bilhões deixem de ser arrecadados em impostos. Dados da Universidade de Campinas (Unicamp) indicam que dois milhões de postos de trabalho deixam de ser criados no mercado formal, devido à prática do comércio ilegal.

Fonte: Agência Brasil

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