Refinaria: empresas não tiveram interesse em Sergipe, diz Gabrielli

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O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse em Aracaju, que, ao contrário do que vinha divulgando o governador João Alves Filho (PFL), “nenhuma empresa internacional de petróleo demonstrou interesse firme em se associar com a estatal de petróleo brasileira para construir uma refirnaria em Sergipe”. João vinha tornando público que a Repsol e a Ecopetrol teriam se manifestado favorável a se fixar no Estado, mas, segundo Gabrielli, “nenhuma das duas nos procurou. Quem realmente mostrou firmeza em vir se associar na refirnaria foi a PDVSA, da Venezuela, que vai, junto com a gente, colocar o projeto em prática”.
Gabrielli explicou que o mercado de Sergipe é pequeno e que uma refinaria no Estado ficaria muito próxima a Landulfo Alves, localizada na Bahia. “A melhor opção mesmo era Pernambuco e a segunda opção o Ceará”, explicou o presidente da Petrobras, acrencentando que “os critérios que prevakleceram na escolha do Estado foram técnicos e de disponibilidade de parceiros”. Ele disse isso ao governador João Alves Filho, durante audiência e reafirmou em entrevista coletiva. O governador tem apontado o ex-presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, como responsável pela derrota do Estado no processo de disputa.
A refirnaria terá participação de 50% de cada uma das empresas e uma capacidade de processamento de até 200 mil barris de óleo pesado por dia, metade da Petrobras e a outra metade PDVSA. O projeto, que está em fase de identificação de oportunidades, prevê investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões. Gabrielli lembrou ainda que o óleo que será produzido pelo mais novo poço de petróleo de Sergipe é fino e a refinaria será para processa óleo pesado, embora faça uso da mistura com o mais fino.

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