Salário mínimo ideal deveria ser de R$ 1.440, diz CUT

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De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Sergipe, Antônio Carlos da Silva Góis, o salário mínimo ideal, hoje, deveria estar por volta dos R$ 1.440. Parece utopia, mas é uma discussão que ganha terreno graças às reuniões ministeriais que devem definir o valor do salário do trabalhador em 2006. Até agora, o governo federal sinalizou com uma proposta de R$ 350 e uma antecipação salarial.

 

“A decisão ainda não foi fechada quanto à antecipação da vigência para março nem quanto ao valor. A proposta da CUT é de o governo encaminhar um projeto de lei com uma política permanente de recuperação do salário mínimo. Nós sugerimos um aumento de 9% acima da inflação a cada ano, que seria uma forma de valorizar, resgatar e garantir a recuperação do poder aquisitivo do trabalhador”, disse Góis.

 

Outra proposta da CUT é a correção da tabela do Imposto de Renda. O índice deveria ficar em torno dos 13% para evitar o que o presidente chamou de “confisco do salário”. Segundo ele, aqueles que ganham um pouco mais de R$ 1.000 têm parte dos seus salários abocanhados pelo Leão da Receita.

 

“O salário mínimo ideal, pra gente, tem que ser capaz de suprir as necessidades do trabalhador e de sua família, conforme determina a Constituição. Nesse parâmetro, o valor deveria estar em torno dos R$ 1.440. Mas se a gente for buscar o mínimo da época em que foi criado até agora, o valor atual seria de R$ 850”, opina.

 

Mas um aumento tão brusco não poderia causar um aumento da inflação e prejudicar a economia do país? Segundo Góis, isso não aconteceria: “Esta é a questão que se coloca. Se fala muito na inflação, no poder público que não tem como arcar, na aposentadoria, na Previdência. Do ponto de vista da economia, o aumento do salário mínimo provocaria um aquecimento de consumo. O comércio venderia mais, a indústria produziria mais, gerando um aumento de arrecadação de tributos e revertendo esse dinheiro para o poder público em forma de carga tributária”, explicou.

 

Por Wilame Amorim Lima

Da Redação do Portal InfoNet

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