Valor da cesta básica sofre aumento em todas as capitais

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Todas as 16 capitais, nas quais o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, apresentaram, em agosto, aumento no preço do conjunto de gêneros alimentícios essenciais. Aracaju teve uma variação de 5,48% em relação a julho.

 

As capitais com maior variação foram Natal (9,62%), Fortaleza (8,18%), Belo Horizonte (8,14%) e Salvador (6,56%). Das seis capitais nordestinas pesquisadas, Aracaju (R$ 150,82) tem o terceiro maior valor. Sendo que as outras três cidades, que vêm em seguida da capital sergipana, têm as cestas mais baratas do Brasil: Fortaleza (R$ 141,53), Salvador (R$ 146,93) e Recife (R$ 149,26).

 

Apenas dois, dos 12 produtos que compõem a cesta básica do sergipano, registraram queda em agosto: carne (-2,26%) e arroz (-2,33%). Entre os outros itens, a maior alta, de 33,63%, ocorreu no tomate. O leite in natura tipo C teve um aumento de 21,49%, uma das maiores altas do país. Outros produtos que tiveram uma grande alta foram a e o feijão, com 8,91% e 7,40%.

 

Em agosto, a compra da cesta básica comprometia 42,98% do salário mínimo, ao passo que em julho eram necessários 44,89% do valor recebido. Em agosto de 2006, o percentual comprometido (37,65%) era bem menor que o atual. A alta anual da cesta básica, 14,16%, foi bem superior ao reajuste do salário mínimo, em abril passado, de 8,57%.

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