Pais escolherão entre aulas on-line, presenciais ou mistas, diz Fenem

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Aulas presenciais da rede particular retornarão na próxima segunda-feira, 18, e ensino será misto (Foto: ASN)

A partir da próxima segunda-feira, 18, boa parte das escolas da rede particular de ensino da capital voltam às aulas presenciais depois de 10 meses apenas com aulas on-line por conta da pandemia do Covid-19. Para que esse retorno fosse possível as escolas tiveram que se adaptar à nova realidade para receber os estudantes com toda a segurança necessária. As aulas deverão seguir os sistemas de ensino misto, online ou presencial, e os pais terão a liberdade de escolher os formatos que mais julgarem adequados.

De acordo com o presidente da Federação das Escolas Particulares de Sergipe (Fenem/SE), professor Renir Damasceno, esse é um momento muito esperado e há alguns meses. Segundo ele, os donos de escolas já vinham se preparando e a Fenem/SE disponibilizou o Protocolo de Cuidados no Ambiente Escolar com o intuito de assegurar aos profissionais, que atuam nas escolas, a volta das aulas presenciais de forma segura.

“Para isso, diretores, coordenadores, professores, auxiliares administrativos, manipuladores de alimento e todos os colaboradores das instituições educacionais, foram capacitados, por equipe multidisciplinar, para a aplicação rígida e correta das regras trazidas no protocolo, para a nova forma de convivência nos espaços educacionais”, garante.

Medidas de segurança

Dentre as medidas de segurança que constam no Protocolo de Cuidados no Ambiente Escolar, está o distanciamento de 1,5 metro entre as carteiras, capacidade máxima de 50% de número de alunos por sala, uso de máscara, medição de temperatura, utilização de totens com álcool em gel em diversos pontos e a lavagem das mãos com sabão constantemente.

Professor Renir Damasceno, presidente da Fenem/SE, explica que foi elaborado um protocolo para garantir a volta às aulas segura nas escolas particulares (Foto: Arquivo Pessoal)

“Nossa recomendação é para que todas as escolas sigam à risca o que está posto pelo protocolo, respeitando um dos fatores fundamentais, o distanciamento. Reforçamos que nosso trabalho é para que aconteça um retorno seguro e que todos devem fazer a sua parte para evitar o contágio da Covid-19”, ressalta professor Renir.

Questionado como seriam os cuidados com as crianças de menor idade para evitar o contágio do coronavírus,  professor Renir conta que um protocolo específico foi elaborado com foco na educação infantil. De acordo com a Fenem/SE, as áreas de atividades coletivas, a exemplo de piscinas e brinquedoteca, deverão estar isoladas; as salas precisam estar equipadas com pia para a lavagem das mãos, sabonete líquido e toalhas de papel; as refeições deverão acontecer de forma individual, como também o não compartilhamento de copos e objetos pessoais; e em caso de crianças de colo, eles deverão ser recebidas com aventais descartáveis.

“São medidas rígidas que precisam ser seguidas para a garantia da segurança dos alunos. É importante a população entender que o momento é crucial e que devemos nos preservar e preservar a saúde dos que estão ao nosso redor”, enfatiza.

Ensino híbrido

Haverá o retorno das aulas presenciais, mas segundo o professor Renir, o sistema de ensino será híbrido: aulas presenciais e on-line. O retorno das aulas presenciais será gradual e haverá rodízio de alunos. Cabe as escolas definir como serão feitos esses rodízios.

“A determinação para o retorno presencial das aulas é de no máximo 50% dos alunos por sala de aula (decreto governamental), e com distanciamento entre os alunos. A instituição terá que adotar um esquema de distribuição de alunos, em quantidade que respeite as regras de distanciamento social de 1,5m (um metro e meio) entre cada carteira.  Caso aconteça de ter mais de 50%, ou em que o distanciamento não for o permitido, a escola terá que fazer o rodízio. As aulas não presenciais, on-line, continuarão a fazer parte da educação de nossos alunos”, explica o presidente.

Mesmo com o retorno presencial, os pais podem optar pela continuidade exclusiva do ensino on-line dos seus filhos, e as escolas terão que estar adaptadas para atender as duas modalidades de ensino.

“É um direito dos pais a opção de enviar ou não seus filhos à escola nesse momento. Caso o pai queira que o filho permaneça com atividades não presenciais, a escola deverá estar preparada para oferecer as duas modalidades de ensino. O presencial para os que desejarem e o não presencial, a distância, para aqueles que optarem”, finaliza.

Por Karla Pinheiro

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