UFS: aluna diz que B.O. contra professor não tem relação com fascismo

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Allana conversou com o Portal Infonet na tarde de hoje (Foto: Portal Infonet)

A estudante da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Allana Nascimento, responsável por registrar um Boletim de Ocorrência contra o professor Romero Venâncio, desta mesma instituição, declarou em entrevista na tarde desta sexta-feira, 7, que sua denúncia não possui relação com o evento “A UFS Contra o Fascismo”, como presumiu o docente em entrevista ao Portal Infonet no dia 3 de dezembro.

De acordo com a estudante, ela procurou a Polícia Civil após ser ofendida pelo professor durante o evento de lançamento do documentário “Moa do Katendê: a primeira vítima”, ocorrido em 9 de novembro, na sede da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs).“Quando fui colocar uma banca de livros para venda no Auditório da Adufs, em um evento do Sintufs, o professor chegou colocando o dedo na minha cara, me chamando de escrota, racista, babaca e idiota. Fiquei sem saber o que fazer porque não esperava uma violência daquele nível”, declara.

Segundo Allana, esta não foi a primeira vez que foi ofendida pelo professor. “Isso começou quando eu rompi com o círculo político dele. Militei no PCB, liderei a juventude desse partido e depois saí dele. Ingressei na Unidade Popular pelo Socialismo, que é um partido que ajudei a legalizar aqui no Brasil e em Sergipe. Quando fiz o rompimento, ele começou a falar absurdos de mim”, afirma.

Em relação ao presidente da Adufs, Airton Paula Souza, e o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS, Fábio dos Santos, que também foram intimados a prestar esclarecimentos em janeiro desse ano à Polícia Civil, a estudante informou que eles não tiveram participação nas ofensas. “Eles só irão depor como testemunhas. Estavam no momento e viram o que ocorreu”, relata.

Professor

O Portal Infonet tentou entrar em contato com o professor Romero Venâncio por diversas vezes, mas até a publicação desta matéria não obteve êxito. Permanecemos à disposição através do telefone (79) 2106-8000 ou do e-mail jornalismo@infonet.com.br.

por Yago de Andrade

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