Celio França é candidato à presidência do Dragão

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Célio ( no meio) é candidato
Maurício Simões(no meio)
 
Depois de Daniel Bispo e Milton Dantas, Célio França entra no páreo para disputar as eleições no Confiança, que estão marcadas para o dia 14 de dezembro. Em entrevista ao Correio de Sergipe, o ex-presidente proletário e bicampeão estadual 2001 e 2002 fala sobre os planos para três anos de mandato e porque resolveu ser candidato.

Correio de Sergipe – O senhor é candidato a presidente do Confiança?

Célio França – O publico de Sergipe e a imprensa me conhece e eu não sou homem de brincar com coisa séria. Entrei em contato com o Correio de Sergipe, com o objetivo de lançar a minha candidatura e isso prova que estou falando sério até porque o Confiança e seus torcedores merecem respeito. Eu sempre fui o presidente da torcida proletária.

Correio de Sergipe – Por que o senhor resolveu ser candidato?

Célio França – Barroso, você se lembra que nós nos encontramos em um estabelecimento bancário, onde eu lhe disse que quando o estatuto do torcedor, juntamente com o código civil, determinasse que as eleições fossem realizadas com o voto do torcedor não me furtaria em participar das eleições.

Correio de Sergipe – Depois que terminou o mandato, o senhor se afastou do Confiança?

Célio França – Nunca. Mesmo morando em Belo Horizonte, quando vinha em Aracaju assistia aos jogos da arquibancada e ao lado da torcida proletária.

Correio de Sergipe – E as suas contas foram aprovadas?

Célio França – Tive as minhas contas contábeis aprovadas pelo conselho fiscal e ainda prestava contas diariamente aos torcedores do Confiança durante os jogos do campeonato, demonstrando que a minha administração sempre foi transparente e nessa segunda administração pretendo agir da mesma forma.

Correio de Sergipe – E as dividas do Confiança como ficam?

Célio França – Hoje no futebol brasileiro é difícil encontrar um clube que esteja em boas condições financeiras. Nós temos algumas exceções como Cruzeiro, Goiás, Atlético Paranaense e São Paulo. E isso é motivo para aquelas equipes que se encontram endividadas ficarem sem presidentes?  Sou filho de um fundador do Confiança e jamais vou deixar o clube na mão.

Além disso, sou irmão de Fernando França, que além de ser meu irmão é um grande amigo e hoje a situação é bem mais favorável do que há dois anos. Aliás, Fernando foi esquecido por alguns e hoje ele deveria ser reconhecido como pelo menos presidente de honra do Dragão pela sua luta e amor as cores proletárias e que este ano teve uma participação decisiva para a conquista do titulo.

Correio de Sergipe – O senhor só vai participar da eleição porque a eleição é direta?

Célio França-  Sim. Porque a ditadura já acabou há muito tempo, no entanto o Confiança sempre foi um clube democrático. A eleição através do conselho é uma forma ditatorial de eleger um presidente, mas hoje existe uma lei que determina e obriga os clubes a fazerem eleições diretas. Não é Célio França quem está inventando e sim uma lei que veio democratizar o futebol e tem que ser cumprida mesmo que seja através da justiça.

Eu peguei o Confiança sem conquistar títulos há 10 anos e com todas as rendas bloqueadas e mesmo assim conquistamos o titulo estadual.

Correio de Sergipe – O senhor tem recebido apoio?

Célio França – Várias pessoas me encontraram na rua e pediram para que eu retornasse ao Confiança. Hoje, recebi um telefonema do vice-presidente Tadeu Cruz, que se recupera de uma cirurgia e me disse que está comigo para o que der e vier. Isso me deixa satisfeito e realizado porque é o reconhecimento do nosso trabalho enquanto tivemos a frente do time proletário.

Além de Tadeu Cruz, tenho muitos amigos no conselho e na torcida que não vão falhar na hora que o Confiança tanto precisa. Vamos unir forças para ajudar o clube a sair dessa situação tão difícil. Temos uma equipe praticamente formada e só vamos anunciá-la quando estiver mais próxima da eleição.

Correio de Sergipe – Da atual administração, o senhor poderia aproveitar algum nome para fazer parte da sua gestão?

Célio França – Nós temos bons nomes. Um deles é o de Arício Resende, uma pessoa honesta e altamente integra e inclusive foi ele quem fez a minha prestação de contas. Além dele, eu citaria os nomes de Elcarlos Cruz e do Milton Dantas. São pessoas que dignificam o Confiança. Todos aqueles que vierem para somar terão espaço, pois o clube não é de Célio e sim da torcida proletária.

Correio de Sergipe – Aricio Resende é o nome cotado para ser o presidente do conselho, ele contará com o seu apoio?

Célio França – Claro que sim. Um bom nome. Uma pessoa honesta e cumpridora da lei e terá meu apoio irrestrito. Nesse caso, não tenho o que pensar, ele é o nome certo para ser presidente do conselho do Confiança.

Correio de Sergipe – Se o senhor for escolhido presidente, quem será o técnico do Confiança?

Célio França – Não tenho a menor duvida de que será Mauricio Simões isto porque ele goza da minha confiança tanto pessoal como profissional. Ele é um treinador que acreditou na minha palavra e esperou o resultado do  processo eleitoral de 2001 para assumir o comando técnico do Dragão, saindo da penúltima colocação para conquistar o titulo estadual.

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