Audiência pública debate ausência de creches em SE

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Audiência foi realizada na Sala de Comissões (Fotos: Divulgação Ascom João Daniel)

Aconteceu na manhã desta sexta-feira, 23 na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa de Sergipe, uma audiência Pública com apoio do deputado João Daniel (PT). Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontam que apenas 18,4% das crianças de zero a três anos têm acesso à Educação Infantil. No meio urbano, o índice aumenta para 20,2% das crianças nessa faixa etária. Já no campo, cai para 8,8%.

“Na capital, essa carência é um problema para as famílias que vivem em áreas ocupadas. No acampamento em que vive, a demanda é muito grande. Em um levantamento feito, eram 22 crianças, de zero a três anos, fora da creche, sem contar as que estão para nascer. Sem vagas em creches, as mães não podem trabalhar, pois não têm onde deixar as crianças”, entende a representante do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), Maria Eunice de Souza.

Representantes de movimentos sociais participaram

A representante do setor de Educação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Acácia Daniel, ressaltou que as creches não podem ser um depósito de crianças, onde as mães as deixam quando vão trabalhar e as pessoas que cuidam não dão a atenção necessária.O deputado João Daniel não pôde participar da audiência pública por estar acompanhando o governador Jackson Barreto, no interior, mas enviou um representante, o assessor Carlos Fontenele. “Este é um tema do maior interesse e o mandato do deputado João Daniel já vem tratando e pediu para informar que está à inteira disposição para encaminhar todas as questões levantadas durante a audiência”, ressalta Fontenele.

Ela enfatizou a experiência do movimento com as cirandas infantis. Esses espaços informais de educação e interação das crianças estão presentes nos assentamentos e acampamentos.

“Quando surgem as cirandas infantis é por uma necessidade concreta das mães trabalharem e estudarem e os filhos ficarem num local que ofereça não só o cuidado, mas a educação como questão de socialização, sociabilidade e formação de sujeito, enquanto sem-terrinha”, diz.

A coordenadora de Creches de Aracaju, Ana Sueli, informou que na capital, existem atualmente 27 creches públicas em funcionamento, sendo que 24 delas em horário integral. A previsão do município é construir mais dez até o ano de 2016. "Uma das já iniciadas é a do bairro 17 de Março e na relação está o bairro Coqueiral, onde há uma demanda muito grande", afirma.

Evento foi realizado em parceria com o Levante Popular da Juventude, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Sergipe (DCE/UFS) e Casa da Cultura. A oferta de vagas em creches no estado para que as mães possam trabalhar e estudar, foi o tema das discussões.

Por Aldaci de Souza, com informações da Assessoria Parlamentar

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