Caixa Beneficente defende policial de Lagarto

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Sargento Vieira:”Precisamos resguardar a imagem dos policiais”
A Caixa Beneficente dos Servidores Militares (Polícia e Bombeiros) acionou um advogado para acompanhar o caso envolvendo a policial militar Márcia do Espírito Santo Mota e o proprietário da rádio Eldorado FM, no município de Lagarto, José Ribeiro, o cabo Zé. A PM foi acusada por populares no programa do jornalista e radialista Carlos Ferreira, de abuso de poder e teria invadido a emissora para tirar satisfações. Cabo Zé deverá ser recebido pelo governador Marcelo Déda ainda esta semana para discutir o assunto e lamentar “por não ter contado com o secretário de Segurança Pública, João Eloy”.

Para o representante da Caixa Beneficente, Sargento Vieira, a imagem da polícial Márcia do Espírito Santo precisa ser resguardada. “Com isso, colocamos o advogado Márlio Damasceno para dar um apoio não somente

Episódio foi registrado em Lagarto
à acusada, mas a todos os policiais que desenvolvem suas atividades em Lagarto, acusados de causarem transtornos. Cabo Zé pediu ao governador que tirasse todos os policiais e isso é generalizar”, entende sargento Vieira.

“Eu estava sendo acusada constantemente no programa de Carlos Ferreira e resolvi solicitar as fitas. Quando cheguei à emissora, pedi que o rapaz que estava na recepção assinasse o documento, mas ele me levou até o estúdio, onde Carlos Ferreira leu no ar e assinou. Entrei e o radialista perguntou se eu queria falar, disse que só falo judicialmente e sai. Eu não vejo isso como uma invasão até porque minha conduta é pautada na legalidade”, garante Márcia do Espírito Santo, lembrando que tudo está gravado no circuito de TV, cujas imagens também estão sendo solicitadas para o processo.

Intimidados

O proprietário da Eldorado FM acredita que o governador Marcelo Déda possa tomar as devidas providências, já que assim como o radialista, também está se sentindo intimidado. “Passei um e-mail para o governador solicitando providências. Como pode uma policial entrar no estúdio com um revólver calibre 38 nos quartos, acompanhada por outro PM armado com uma metralhadora, alegando que queria apenas que assinassem um documento?”, indaga Cabo Zé.

“Tentei falar com o secretário de Segurança Pública, João Eloy por duas vezes por telefone, mas ele não atendeu e nem retornou. Que secretário é esse, cujo número do telefone celular foi fornecido pelo próprio Palácio de Governo e não atende?, lamenta garantindo não ser uma questão de ordem política. ‘Prezo pela segurança e tranquilidade dos lagartenses e essa policial assim como outros da corporação, estão sendo acusados de causar transtornos a população”, ressalta acreditando que a policial deveria ter procurado a direção da rádio e prometendo processá-la.

SSP aberta

Na assessoria de Comunicação da Secretaria de Segurança Pública, a informação é de que Cabo Zé deveria ter comparecido ao gabinete do secretário João Eloy para relatar o problema. “O secretário recebe normalmente qualquer representante político e lideranças municipais. Se ele não retornou às ligações, talvez nem tenha percebido. Cabo Zé poderá vir à própria secretaria que será recebido”, afirma o assessor de Comunicação Lucas Rosário.

Por Aldaci de Souza

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