Câmara realiza sessão sobre Dia da Favela

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Rosângela Santana presidiu a sessão (Foto: Alberto Dutra)
Nesta quinta-feira, 4, a vereadora Rosangela Santana (PT) presidiu Sessão Especial em comemoração ao Dia da Favela. A data é resultado de um projeto de lei instituído pela mesma vereadora com o objetivo de criar visibilidade a estas comunidades que ela classifica como invisíveis, já que a cultura da cidade desconhece a existência dessas extensões urbanas em Aracaju.

A sessão contou com as presenças de Jeferson Lima, Secretário Estadual da Juventude do PT, Isabela Bispo, coordenadora da Cufa (Central Única de Favelas) em Aracaju, Eliezer Alves, vice-coordenador da Assefa (Associação Sergipana de Favelas), Isa Jaqueline, cantora de rap e Sinho, membro do movimento hip hop Aliados pelo verso.

Rosangela iniciou o debate falando sobre a distribuição dos habitantes da cidade de Aracaju, Segundo ela, existem linhas imaginárias que delimitam os grandes centros urbanos das periferias, chamadas de invasões, por isso, é desconhecido para o aracajuano o termo “favela”.
Mas para os integrantes da mesa o termo é bastante conhecido e caracteriza uma dura realidade. Falta de investimentos em educação, cultura, saneamento e esporte é o que mais incomoda para essas pessoas.

Para Isabela Bispo, as favelas hoje são sinônimos de miséria, fome e violência. Por isso, agradeceu e parabenizou a Vereadora pela instituição da Lei que engrandeceu a auto-estima dos favelados e colaborou para que haja maior atenção a esses locais por parte das autoridades. “Quando as pessoas da favela visitam outro espaço dentro da cidade, passam a se comportar de forma diferente, não se sentem no espaço delas. O espaço tem que ser único para todos, não pode ser dividido”, afirma.

Para Sinho, os jovens da favela não têm as mesmas oportunidades dos demais, além disso, estão constantemente expostos aos problemas do crack, droga que só assumiu espaço na imprensa e aos olhos das autoridades porque deixou de ser um problema periférico e se tornou um grande problema urbano. Isa Jaqueline complementou afirmando que a única coisa que o sistema tem a oferecer aos moradores da favela são as drogas e o crime.

Os outros participantes reivindicaram, ainda, investimentos em segurança pública e o fim da punição aos favelados que apanham da polícia mesmo que não tenham feito nada. Lamentaram também a presença de poucos vereadores quando a Câmara abriu as portas para uma realidade que assusta, mas é real.

Fonte: Ascom CMAju

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