Desafios de viver na terceira idade é tema de conferência na capital

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O evento, que é realizado a cada quatro anos, buscou debater os desafios de envelhecer no auge no século XXI e o papel das políticas públicas para promover o bem-estar das pessoas maiores de 60 anos (Foto: Portal Infonet)
Presidente do Conselho das Pessoas Idosas, Maria José Santos (Foto: Portal Infonet)

Foi iniciada no Teatro Atheneu na tarde desta terça-feira, 16, a 2º Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa. O evento, que é realizado a cada quatro anos, buscou debater os desafios de envelhecer no auge no século XXI e o papel das políticas públicas para promover o bem-estar das pessoas maiores de 60 anos. Tanto nesta quarta-feira, 17, quanto nesta quinta-feira, 18, contudo,  o evento será realizado no auditório da Igreja Espírito Santo, localizada no bairro Santo Antônio. A participação é gratuita e aberta a todos os públicos.

Segundo a presidente do Conselho das Pessoas Idosas, Maria José Santos, é preciso que haja uma grande politização das questões referentes ao direito do idoso. Ela lembra que o Estatuto do Idoso, promulgado em 2003, garante muitos benefícios, mas há muito preconceito em relação a pessoa idosa. “Já chegaram relatos para mim que até em universidades, onde em tese, se tem um ambiente mais democrático, há casos de discriminação”, lamenta.

Grupo teatral encena peça sobre a violência doméstica contra os idosos (Foto: Portal Infonet)

Ainda segundo ela, a ideia da conferência é buscar conscientizar a sociedade para os enfrentamentos que as pessoas maiores de 60 anos passam diariamente. “Na abertura do evento, uma idosa relatou que muitas vezes presenciou o preconceito por parte dos motoristas de ônibus”, conta Maria. A presidente também salientou que o evento irá contar com algumas apresentações cênicas a fim de mostrar situações que gerem o debate em torno de algumas problemáticas, a exemplo da violência doméstica contra os idosos. “Há uma grande incidência nos casos de violência contra os idosos no Brasil. É preciso debatermos soluções para diminuir essa triste realidade”, afirma.

Por João Paulo Schneider  e Verlane Estácio

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