Em Sergipe, presidente do Inmetro comenta perda de 41% no orçamento

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A presidente do Inmetro avaliou os impactos da perda de receita no instituto. (Foto: Portal Infonet)

A presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), Ângela Flores Furtado, esteve em Sergipe na manhã desta quinta-feira, 12, quando avaliou as dificuldades enfrentadas pelo instituto e destacou o cenário de corte de 41% do orçamento promovido pelo Governo Federal. A presidente participou e foi homenageada, em nome do órgão que preside, na solenidade alusiva aos 96 anos do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS).

Segundo a presidente da autarquia, o corte promovido pelo Governo Federal é linear e, portanto, não distingue os órgãos afetados. “Como autarquia federal, sofremos o mesmo impacto, já que esse corte é linear e não tem critério especificando órgãos. O corte foi radical e gira em torno de 41% do nosso orçamento. Óbvio que estamos sendo extremamente afetados. Não tem sido fáceis, pois nossas atividades demandam recurso operacional diário.”, explica.

Conforme Ângela, a execução de atividades fiscalizatórias do Inmetro tem sido afetadas com a queda na receita. “Temos um custo operacional de logística grande, porque para a fiscalização ocorrer tem que ter deslocamento de pessoas, com carros e equipes nas ruas. Não é fácil e o Brasil tem 5.570 municípios. Como se fiscaliza sem recursos adequados?”, questionou a presidente.

Apesar da insatisfação, a representante do Inmetro diz reconhecer as dificuldades de arrecadação da União relatadas pelos gestores desde o princípio da crise econômica. “Nossa luta tem sido constante, mas infelizmente é uma regra. Temos que reconhecer que, nesse momento, o país não tem arrecadação nos níveis elevados para fazer tudo isso e a nossa arrecadação, enquanto prestador de serviço, não volta para o órgão, ela vai para a conta única do Governo.”, completa.

por Daniel Rezende

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