Governador em exercício pede desculpa a aposentados

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Jackson Barreto: desculpas (Foto: Cássia Santana/Arquivo Portal Infonet)

O Governo do Estado ainda não tem respostas para os servidores públicos quanto ao reajuste salarial e a implantação de Planos de Cargos e Salários tão desejado pelo funcionalismo. O governador em exercício Jackson Barreto informou que o governo ainda estuda o plano e que o reajuste salarial só poderá ser definido quando houver equilíbrio financeiro.

O governador em exercício revelou que julho se caracterizou como um dos piores meses em termos de arrecadação. Segundo Barreto, os cofres públicos sofreram grande abalo com a queda do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que chegou ao patamar de 17%, o que corresponde a uma fatia de R$ 47 milhões. “Além da queda dos recursos dos royalties e isto descontrola a folha de pagamento, não há como fazer milagre”, comentou o governador em exercício.

Como consequência, a folha de pagamento dos vencimentos dos aposentados, segundo o governador em exercício, acabou comprometida e os beneficiários acabaram recebendo os vencimentos em atraso. “Quero pedir desculpas aos aposentados e pensionistas que receberam o salário fora do mês”, bradou o governador em exercício, confessando que ficou doente em decorrência destes transtornos. “Me senti constrangido. Passei dois dias acamado, em Brasília, tentando a liberação de recursos para completar o pagamento da folha, tomando remédio para me tranquilizar”, admitiu. “Não foi desleixo, nem irresponsabilidade”, complementou.

O governador em exercício voltou a se queixar da política tributária do governo federal. “Na divisão de recursos há uma injustiça com os Estados e Municípios. O bolo maior fica na mão do governo federal e há retenção cada vez maior dos recursos”, considerou.

Apesar das dificuldades, segundo Jackson Barreto, o governo tem buscando entendimento com os servidores, recebendo os representantes de diversas categorias em audiência. E quanto aos segmentos que estão deflagrando greves, a exemplo dos auditores e dos procuradores, Jackson Barreto se limitar a reconhecer a legitimidade destes movimentos. “O governo não pode evitar greve. O podemos fazer nós estamos fazendo, que é sentar para negociar. Nós estamos fazendo as negociações”, completou.

Por Cássia Santana

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