Justiça cassa prefeito, vice e vereador de Amparo

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Atevaldo Veríssimo (PSB) perdeu o cargo de prefeito de Amparo do São Francisco (Foto: Eleições)

A decisão do juiz substituto da Comarca de Cedro de São João, que aponta para a cassação do prefeito Atevaldo Veríssimo Cardoso (PSB), do vice-prefeito Gilton dos Santos (PSB), além do vereador Paulo Roberto Rodrigues de Oliveira (PSB), do município sergipano de Amparo do São Francisco, torna desafiadora a gestão a ser exercida pelo novo prefeito que assume a pasta interinamente, o vereador Elder Sandes Vieira (PMDB).

Elder Sandes tomou posse na manhã de ontem, 4, durante sessão realizada na Câmara Municipal de Amparo do São Francisco. Segundo o assessor jurídico do novo prefeito, Arlindo José Nery Neto, o desafio a ser enfrentado após as acusações apontadas para Atevaldo Veríssimo e demais acusados está relacionado a diversas irregularidades.

“Os saldos estão, praticamente, zerados. O que temos, é no máximo R$ 4 mil em contas acessíveis, o que inviabiliza o suprimento de necessidades essenciais para o município. No que diz respeito ao serviço de transporte oferecido na Prefeitura de Amparo do São Francisco, encontramos irregularidades no pagamento do imposto sobre combustível”, afirmou Arlindo.

O prefeito, o vice o vereador foram cassados por denúncias de que teria feito propaganda eleitoral em um veículo de transporte escolar e de que teria circulado pela cidade um carro de som, anunciando o recadastramento do programa Bolsa Família, uma semana antes da eleição. Conforme denúncia, o carro estava plotado com propagandas da coligação de Atevaldo e do vereador Paulo Roberto, conhecido como “Paulo de Té”.

A decisão judicial cabe recurso, estando os acusados aguardando julgamento pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE/SE). “Eles devem recorrer ao TRE/SE e caso não consigam o efeito suspensivo, o juiz titular da Comarca de Cedro de São João, Geilton Costa Cardoso da Silva, vai determinar os novos rumos da gestão pública municipal em Amparo do São Francisco”, ressaltou ainda o assessor.

Mais acusações

Arlindo José Nery Neto assegura que eram constantes as solicitações emitidas pela Câmara Municipal de Amparo do São Francisco, para que o ex-prefeito Atevaldo Veríssimo Cardoso apresentasse contratos e declarações. “A Câmara entrou com ação judicial requerendo documentações e o mesmo se recusava a apresentar”, acrescentou.

Justificativas

Procurado pela equipe do Portal Infonet, o prefeito Atevaldo Veríssimo Cardoso (PSB) garante que a acusação de que teria circulado pela cidade um carro de som, anunciando o recadastramento do programa Bolsa Família, aconteceu em meio à ausência do acusado, bem como do vereador Paulo Roberto, enquanto viajavam. Segundo ele, o sobrinho do vereador havia utilizado o carro diante do surgimento de uma necessidade de anúncio do tal recadastramento e que o trabalho de divulgação foi efetuado durante um dia.

Quanto à acusação de que teria feito propaganda eleitoral em um veículo de transporte escolar, Atevaldo adverte que um dos motoristas de um carro sub-locado através de uma empresa terceirizada resolveu plotar o carro enquanto conduzia estudantes do município. Conforme parecer de Atevaldo, as duas ocorrências procederam sem o seu consentimento e logo foram interrompidas.

Sobre a prestação de contas solicitada pela Câmara Municipal de Amparo do São Francisco, Atevaldo explica que reuniu toda a documentação solicitada pelo órgão num dos setores da Prefeitura, órgão vizinho à Câmara, e convidou os parlamentares para realizar a averiguação, sendo que os mesmos não compareceram. Em seguida, elaborou um balancete fora do prazo estipulado pela Câmara, mas não obteve a aceitação dos representantes do órgão. Ao tratar dos saldos das contas municipais, o prefeito cassado afirmou que a ausência de recursos não procede.

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