Senadora pede mais atenção às denúncias de violência obstétrica

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(Foto: Pedro França/Agência Senado)

A senadora Maria do Carmo Alves (DEM/SE) mostrou preocupação com os dados mais recentes sobre a violência obstétrica no Brasil. Segundo pesquisa divulgada pela Nascer no Brasil, grupo de estudos da Fiocruz, uma em cada quatro mulheres já foi vítima de violência obstétrica no País.

Os dados mostram ainda uma triste realidade brasileira: mulheres negras, pobres e das regiões Norte e Nordeste são as mais propensas a sofrerem a violência obstétrica.

Para a senadora, “um tratamento humanizado e digno, nesse momento ímpar da condição de ser mulher, é um direito de todas, independente de raça, gênero ou cor”, disse.

A luta pela dignidade da mulher faz parte dos mandatos da senadora. É de sua autoria, por exemplo, o Projeto de Lei nº 75/2012 que proíbe que a gestante detenta seja algemada durante o parto. “Não se justifica que uma mulher nessas condições continue algemada, arriscando sua integridade física”, completa.

Abusos

A violência obstétrica caracteriza-se por abusos sofridos por mulheres quando procuram serviços de saúde na hora do parto. Pode ser causada pelo tratamento dado pelos profissionais ou também por falhas estruturais em hospitais e clínicas, sejam públicos ou privados. Esses maus tratos geralmente causam traumas físicos e psicológicos às mulheres envolvidas e, em alguns casos, aos recém-nascidos.

A senadora Maria do Carmo lamentou e apelou para os profissionais de saúde e autoridades competentes que vigiem e levem as denúncias de violência obstétrica às últimas instâncias, para que esse tipo de crime não fique impune.

Fonte: Assessoria da parlamentar

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