Sukita ficará em cela isolada no presídio de Glória

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Sukita no momento em que se apresentou à Polícia Federal (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Sukita, cumprirá a pena superior a 13 anos de prisão no Presídio Regional Senador Leite Neto, em Nossa Senhora da Glória. De acordo com informações da Secretaria de Estado de Justiça (Sejuc), o ex-prefeito já está sendo transferido do Complexo Penitenciário Antonio Jacintho Filho, no bairro Santa Maria, em Aracaju, para o presídio de Glória.

No presídio de Glória, Sukita ficará no isolamento [por período de quarentena – tempo não informado pela assessoria da Sejuc], em cela apropriada em obediência ao procedimento padrão adotado pelo Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe) em relação a qualquer preso condenado a pagamento de pena em regime fechado, conforme informou a assessoria de imprensa da Sejuc.

Relembre o caso

Sukita foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão acusado por prática de corrupção eleitoral, pena confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas segue em grau de recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao confirmar a sentença, os membros do TRE, por maioria, determinaram a execução imediata da pena. No início da noite da sexta-feira da semana passada, 14, o ex-prefeito se apresentou na sede da Polícia Federal, órgão designado para cumprimento do mandado judicial expedido pela juíza Andrea Caldas de Souza Lisa, da 5ª Vara Eleitoral de Sergipe.

Sukita foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei. Além de Sukita, também foram condenados às mesmas penas, os auxiliares da prefeitura de Capela na época que o acusado exercia mandato de prefeito, no ano de 2012: Ana Carla Santana Santos (ex-secretária municipal de Assistência Social), Maria Aparecida Nunes (ex-secretária de Assistência Social substituta) e Arnaldo Santos Neto (ex-diretor financeiro do fundo de assistência social).

Conforme a denúncia do Ministério Público Eleitoral, Sukita teria distribuído dinheiro em troca de votos com o objetivo de beneficiar a campanha de Josefa Paixão e Carlos Milton Tourinho, que disputavam o comando da Prefeitura de Capela. A denúncia revela que Sukita teria distribuído recursos públicos, sem critérios, a um grupo de cerca de sete mil beneficiários de programas sociais em troca de votos. Cada um dos beneficiários foi contemplado com R$ 40, associado ao número da candidatura registrado na Justiça Eleitoral naquela época.

O ex-prefeito contesta a denúncia do Ministério Público Eleitoral, garante ser inocente e pretende disputa uma das vagas da Câmara dos Deputados nas próximas eleições. Mas o pedido de registro de candidatura dele foi negado pelo TRE. Este processo também corre em grau de recurso junto ao TSE.

Por Cassia Santana

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