Campanha Junho Laranja alerta para cuidados com a anemia e a leucemia

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A campanha tem por objetivo fazer com que a população entenda os sinais de alerta e incentivar a procura por um especialista o mais rápido possível. (Foto: Divulgação)

No mês de junho acontece a campanha Junho Laranja, dedicada à conscientização sobre a importância do combate precoce a anemia e a leucemia, doenças que ocorrem no sangue. A campanha tem por objetivo fazer com que a população entenda os sinais de alerta e incentivar a procura por um especialista o mais rápido possível, evitando que tornem-se ainda mais graves.

Embora sejam doenças sanguíneas, elas ocorrem de formas diferentes e não necessariamente estão ligadas. De acordo com estimativas feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 30% da população mundial possui anemia.

Junho laranja

“A anemia se trata de uma condição em que a gente tem diminuição, seja da produção pela medula óssea, ou por consumo, em tecidos periféricos, dos glóbulos vermelhos, que são responsáveis por carregar oxigênio, que é o nosso combustível. E a leucemia, na verdade, é uma doença neoplásica, maligna, dos glóbulos brancos, que podem ser mieloides ou linfoides”, explica a hemoterapeuta cooperada Unimed Sergipe, a médica Pollyanna Domeny.

A médica conta que a anemia, como doença dos glóbulos vermelhos, se manifesta com todas as repercussões da falta de oxigênio no organismo, onde, geralmente, o paciente pode apresentar sonolência, diminuição da atenção. Pela diminuição da oxigenação, pode ter também coração acelerado, taquicardia, cansaço aos esforços. Assim, ao subir uma escada, uma ladeira ou tomar banho, por exemplo, o paciente sente-se mais cansado.

Pela leucemia, por ter uma neoplasia, que se infiltra na medula óssea, geralmente os sintomas são insuficiência da medula óssea, que é a fábrica do sangue do corpo humano. “O paciente com leucemia vai ter geralmente uma diminuição das células normais, os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos normais e das plaquetas. Com isso, ele pode ter manchas roxas pelo corpo, sintomas de anemia, cansaço, sonolência, taquicardia e, pela diminuição dos glóbulos brancos, geralmente, o paciente apresenta infecção. Então ele pode ter febre e sinais de infecção”, detalha a hemoterapeuta.

A médica cooperada pontua que o diagnóstico para a leucemia pode ser feito de forma simples. O paciente que estiver com sintomas deve procurar o sistema de saúde. Diante das observações, segundo ela, a combinação da insuficiência de medula óssea é muito clássica, então já com um simples hemograma é possível ver a diminuição das células. Em seguida, o profissional médico irá examinar a medula óssea, com o exame de mielograma, que é feito pelo hematologista, coletando amostra da medula óssea e verificando os glóbulos brancos alterados.

Já a anemia, de acordo com a especialista, pode estar presente em várias doenças diferentes, hematológicas ou não. Um paciente renal crônico, que faz diálise, tem anemia pela disfunção do rim, que repercute na medula. Um paciente que tenha doença reumatológica também vai ter anemia por atividade inflamatória, assim como as pessoas que têm sangramento ou deficiência de alguma vitamina. Assim como no pós-operatório de cirurgia bariátrica, por exemplo, que por falta das vitaminas a medula óssea não consegue produzir os glóbulos vermelhos.

“No caso da anemia, um simples hemograma mesmo a gente consegue identificar, e pela história clínica e alguns exames complementares, pode conseguir determinar qual o motivo da anemia para fazer o tratamento específico. O tratamento da anemia é o tratamento da doença de base, porque ela pode se manifestar em várias doenças diferentes. Se a anemia for só por falta de vitamina, por exemplo, a gente vai fazer a reposição vitamínica, se for deficiência de ferro repõe o ferro. A gente sempre diz que anemia tem que ter nome e sobrenome. A anemia é um sintoma e a gente tem que saber por qual motivo”, destaca Pollyanna Domeny.

Para os pacientes com leucemia o tratamento é feito de acordo com o tipo, que pode ser aguda ou crônica. Nas leucemias crônicas o tratamento é mais baseado em imunoterapia e medicações venosas, ou orais. E, no caso das leucemias agudas, o tratamento é com quimioterapia. Nos pacientes que têm condição clínica, ela ressalta que, muitas vezes, há a necessidade de um transplante de medula óssea alogênico, requerendo um doador.

“Leucemia é uma doença que aparece, claro que tem algumas condições, de exposição a medicações, agrotóxicos, que podem favorecer, mas não só isso. O organismo tem que ter uma predisposição. No caso da leucemia previne, mas a gente precisa fazer diagnóstico precoce e isso faz toda diferença”, diz a médica.

No caso das anemias, ter um ritmo de qualidade de vida adequado, exercício físico, evitar obesidade, alimentação balanceada, com os nutrientes adequados, para que não falte as vitaminas, são algumas das maneiras de prevenção. “Caso identificar algum sintoma, seja mulheres com excesso de fluxo menstrual, ou pessoas que apresentem sangramento nas fezes, por exemplo, ou cansaço, fraqueza, moleza e sonolência, é preciso procurar assistência médica para identificar e fazer tratamento precoce”, orienta a hemoterapeuta Unimed Sergipe.

Fonte: Ascom/Unimed

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