Coronavírus: sindicato alerta para falta de kits em viaturas do Samu

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Kits são distribuídos de forma criteriosa ao Samu para não gerar crise no abastecimento (Foto: Arquivo Portal Infonet)

O Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe (Sindiconam) informa que os kits de proteção individual está em falta em algumas ambulâncias e está exigindo a distribuição desses kits completos em todas viaturas, disponibilizados em quantidade suficiente para atender a todos os servidores que atuam no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mesmo que o kit só seja usado para atender as ocorrências de casos suspeitos ou confirmados da infecção do conoravírus, o COVID-19, que já matou milhares de pessoas no mundo.

O presidente do sindicato, Robério Batista, informou que recebeu reclamações de servidores informando das dificuldades que os profissionais encontraram durante o final de semana para prestar o atendimento aos chamados em função da falta de kits de proteção, registrado em algumas equipes. Segundo o sindicalista, já há casos de falta do kit e diz que o governo deve disponibilizar os equipamentos em número suficiente em todas as viaturas, mesmo que só seja para os casos identificados como suspeitos e confirmados do COVID-19

Na opinião do sindicalista, os kits são indispensáveis para o atendimento as ocorrências, apesar de reconhecer a necessidade da regulação fazer a investigação completa antes de direcionar a ocorrência à equipe de atendimento, que são os processos normais dentro da regulação. No entanto, conforme destacou, é importante que os kits de proteção [que incluem máscaras, óculos, luvas, capas, entre outros] estejam completos disponibilizados nas viaturas e compreende o entendimento da gestão para o uso apenas nos casos suspeitos por se tratar de produtos descartáveis e pela crise que já se verifica no abastecimento.

A escassez de equipamento se tornou alvo de debate nessa segunda-feira, 30, em função da reação de uma enfermeira que resistiu aos critérios utilizados pela Superintendência do Samu para a liberação dos kits preventivos.

De acordo com informações da superintendente Karina Mendonça, é necessário filtrar o uso do kit em função da crise no abastecimento desses produtos, enfrentada mundialmente. Na ótica de Karina Mendonça, o kit de prevenção só deve ser efetivamente usado em ocorrência onde há pacientes com sintomas suspeitos ou nos casos comprovados do COVID-19. Caso haja destinação de kits para todas as ocorrências, conforme observou, poderá haver desabastecimento, com a possibilidade de se prolongar a pandemia.

Karina Mendonça informa que, no momento da regulação, há médicos capacitados para identificar se, na ocorrência, há pacientes com sintomas suspeitos do COVID-19 ou se efetivamente se trata de caso confirmado. E, não havendo qualquer suspeita de se tratar de um paciente com tais sintomas, todas as informações são prestadas quando direcionada para o Samu prestar o atendimento. Por isso, conforme a superintendente, a recomendação é que o uso efetivo do kit completo apenas seja direcionado para os casos suspeitos ou confirmados, como medida preventiva para não faltar esses equipamentos e não se agravar ainda mais o quadro no estado de Sergipe.

O presidente do sindicato descarta a possibilidade de greve, assegura que não há paralisação na prestação do atendimento aos chamados e protocolou pedido para discutir a questão com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e com a Superintendência do Samu. O sindicalista ainda não recebeu respostas dos órgãos oficiais que tratam da política de atendimento à saúde da população sergipana.

 

por Cassia Santana

Errata: a matéria foi alterada às 6h38 de 31/03 para corrigir a fala do presidente do Sindicato dos Condutores, publicada de forma equivocada

 

 

 

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